📸 Créditos da imagem: NASA / ESA / CSA/Ralf Crawford, STScI
Características do TOI-561 b
Um exoplaneta rochoso, 1,4 vezes maior que a Terra, orbita sua estrela a apenas 40 vezes a distância de Mercúrio ao Sol, completando uma volta em 10,6 horas.
Localizado a cerca de 280 anos‑luz da Terra, o planeta mantém uma face permanentemente iluminada e outra permanentemente na escuridão, criando extremos térmicos.
Observações do James Webb
Durante 37 horas, o telescópio acompanhou quase quatro órbitas completas, registrando variações de brilho e emissão térmica.
Os dados revelaram que a temperatura do lado iluminado gira em torno de 1.800 °C, muito abaixo dos 2.700 °C esperados para um corpo sem atmosfera.
Nuvens minerais como protetor solar
Modelos sugerem nuvens de silicato, como dióxido de silício e silicato de magnésio, refletindo cerca de 75% da luz estelar.
Essas partículas funcionam como um protetor solar planetário, reduzindo o aquecimento e facilitando a redistribuição de calor para o lado escuro.
Mecanismos de manutenção da atmosfera
Possíveis explicações incluem uma reserva inicial de gases ou reabastecimento contínuo pelo interior, onde rochas derretidas liberam vapor e gases.
O fluxo de material entre superfície e atmosfera pode equilibrar perdas para o espaço, permitindo a persistência de gases por bilhões de anos.
Composição potencial
Os cientistas consideram a possibilidade de uma densa camada de dióxido de carbono, semelhante à de Vênus, ou de dióxido de enxofre, associado à atividade vulcânica.
Perspectivas futuras
Novas observações em comprimentos de onda maiores com o James Webb devem esclarecer a composição química e os processos que mantêm a atmosfera.
Entender esses mecanismos pode revelar como atmosferas se formam e sobrevivem em mundos rochosos extremos, ampliando nosso conhecimento sobre planetas fora do Sistema Solar.
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