Startup quer criar cães geneticamente modificados para ações militares e de resgate

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Startup quer criar cães geneticamente modificados para ações militares e de resgate

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Por que pesquisa de genética premiada pelo Nobel é tão importante? 2: 47Estudo, que ganhou prêmio de Medicina 2024, abre caminho para melhorar tratamento contra o câncer. Cães geneticamente modificados para uso em operações militares, atendendo às Forças Armadas dos Estados Unidos, é o que planeja criar a Warhound, startup lançada na última semana com um aporte de US$ 200 milhões, o equivalente a pouco mais de R$ 1 bilhão pela cotação atual. A nova empresa surge a partir da união entre a Anduril Industries e a Colossal Biosciences. Os animais aprimorados pela edição genética serão capazes de assumir tarefas como detecção de bombas, buscas e outras ações específicas consideradas perigosas para humanos ou complicadas para robôs, podendo ser usados também em serviços de resposta a emergências e resgates.

A empresa prevê o nascimento da primeira ninhada já no início de 2027. Redução de doenças e armaduras tecnológicasSegundo a Warhound, mais de 80% dos cães de trabalho das Forças Armadas americanas têm origem na Europa e menos da metade deles está apto para o serviço, atualmente. A startup planeja mudar o cenário a partir da edição genética, gerando animais com características adequadas para as operações militares. Isso inclui reduzir problemas como baixa visão, predisposição a desenvolver câncer, displasia coxofemoral e atrofia muscular; Posteriormente, a empresa vai incorporar genes que permitirão aprimorar a saúde dos cachorros, aumentando a longevidade, a agilidade e a velocidade; Os animais da nova geração também deverão ter melhorias no olfato para a detecção de bombas e diferentes tipos de substâncias; Entre as raças que já tiveram linhagens celulares coletadas pela empresa estão Pastor Alemão, Pastor Belga Malinois e Labrador. Além das modificações genéticas, os cães da Warhound receberão aprimoramentos tecnológicos fornecidos pela Anduril, especializada em sistemas autônomos avançados. Armaduras com sensores e à prova de balas, bem como óculos de proteção são alguns desses recursos, aumentando a segurança dos animais e fornecendo dados para os treinadores. Com o primeiro lote de cães perto de ser clonado e incubado, estima-se que os animais estejam preparados para iniciar as atividades em até dois anos, após passarem pelo treinamento adequado.

A startup não informou quanto cobrará, mas espera vendê-los para forças policiais, equipes de primeiros socorros e o Departamento de Defesa dos EUA. A Sociedade Americana de Proteção aos Animais foi convidada para participar da iniciativa. A entidade afirmou ao TechCrunch que atuará para garantir que os cães “sejam tratados com humanidade”. Siga no TecMundo e saiba como a engenharia genética é utilizada na biotecnologia para alterar o DNA de organismos. Com informações de Wired, TechCrunh e The Verge.

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