📸 Créditos da imagem: Aquisição amplia os investimentos do Itaú em inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Banco já tinha participação na NeoSpace; negócio ainda depende de aprovação do Cade e do Banco Central. Resumo O Itaú fechou acordo para adquirir a totalidade das ações da NeoSpace por R$ 2,925 bilhões. Startup já desenvolve modelos de IA usados em crédito, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes.
A operação depende da aprovação do Cade e do Banco Central antes de ser concluída. O Itaú Unibanco fechou um acordo para comprar a startup brasileira de inteligência artificial NeoSpace por R$ 2,925 bilhões. O banco pretende adquirir a totalidade das ações da companhia, com quem mantém uma parceria há quase dois anos.
Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), parte do valor será paga no fechamento da operação. O restante será desembolsado ao longo de cinco anos, sujeito às condições previstas no contrato. O que o Itaú ganha com a NeoSpace?
A NeoSpace desenvolve modelos voltados a identificar padrões e relações em grandes volumes de informações. O Itaú pretende combinar essa tecnologia com seus próprios dados e conhecimento do setor financeiro para desenvolver modelos especializados. Entre as aplicações citadas pelo Itaú estão crédito, gestão financeira e personalização do relacionamento com clientes.
Segundo o banco, a compra também deverá ajudar na evolução do ia. i, assistente de inteligência artificial generativa que começou a chegar ao aplicativo do Itaú neste ano. Itaú já tinha 15% da NeoSpace A relação entre as empresas vai além da parceria tecnológica. Em janeiro de 2025, o Itaú investiu US$ 15 milhões (cerca de R$ 74,5 milhões em conversão direta) para adquirir 15% da NeoSpace.
O aporte fazia parte de uma rodada de US$ 18 milhões e foi acompanhado de um acordo comercial para o desenvolvimento de modelos de IA voltados ao banco. Mesmo depois da conclusão da compra, a NeoSpace deverá continuar operando de maneira autônoma. O CEO da empresa, Bruno Pierobon, permanecerá no cargo, e o Itaú afirma que pretende manter a equipe e as atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Negócio depende do Cade e BC A aquisição ainda não foi concluída. O contrato depende do cumprimento de condições previstas no acordo e da aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central. A compra se soma aos investimentos do banco em inteligência artificial nos últimos anos.
Além do ia. i, o Itaú já usa a tecnologia em ferramentas de investimentos, atendimento e serviços para empresas.
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