📸 Créditos da imagem: Kateryna Upit/Shutterstock
Descoberta
Quatro décadas após o acidente de Chernobyl, partículas microscópicas liberadas pelo reator continuam a preservar grande parte da estrutura original do combustível nuclear.
Pesquisadores da Universidade Leibniz de Hannover identificaram uma estabilidade química maior do que a esperada em seis fragmentos radioativos.
Detalhes das Partículas
As amostras medem entre 8 e 50 micrômetros e foram coletadas em dois pontos da Zona de Exclusão.
- Categoria 1: combustível semelhante ao original, composto por dióxido de urânio.
- Categoria 2: fragmentos parcialmente ou totalmente envolvidos pela camada de zircônio.
- Categoria 3: produtos da oxidação do grafite moderador.
Análise por Raios X
Os cientistas utilizaram difração de raios X, girando cada partícula em um feixe concentrado de 100 micrômetros.
As medições em 2.000 ângulos revelaram que a estrutura cristalina permaneceu praticamente intacta.
Impacto Ambiental
O material retido na estrutura dos fragmentos pode liberar radionuclídeos mais lentamente do que se imaginava.
Riscos Persistentes
Apesar da estabilidade, o material radioativo continua perigoso. Partículas suspensas pelo vento, erosão ou animais podem ser inaladas, representando risco grave à saúde.
Limitações do Estudo
Os resultados se baseiam em apenas seis fragmentos de dois locais, insuficientes para generalizar sobre todos os resíduos da região.
Conclusão
O estudo oferece insights valiosos sobre a persistência de resíduos radioativos, mas reforça a necessidade de pesquisas mais abrangentes para avaliar os riscos ambientais a longo prazo.
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