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As ondas de calor que atingiram a Europa no verão de 2026 podem ter causado 50.391 mortes em áreas urbanas do continente, segundo estimativas científicas revisadas por pares.
Estudo e Resultados
Pesquisadores do Imperial College London e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres analisaram 854 cidades de 30 países europeus. O verão de 2026 foi o mais mortal por calor desde 2000, com um aumento de 71% em relação a 2022.
- 50.391 mortes estimadas em áreas urbanas
- 32.619 mortes atribuídas ao aquecimento antropogênico
- Mais de 800 mortes em pessoas de 20 a 44 anos
Metodologia
Os pesquisadores combinaram dados meteorológicos, demográficos e modelos de risco de mortalidade. Simularam um cenário sem aquecimento global para isolar o impacto das emissões humanas.
Limitações
As 854 áreas representam cerca de 40% da população estudada e não incluem uma onda de calor de maio, podendo subestimar o total real.
Período de Pico
Entre 17 de junho e 1º de julho, as temperaturas ficaram em média 5,3 °C acima do normal, com picos de até 12 °C em algumas cidades.
Impacto nos Idosos
Mais da metade das mortes ocorreu em pessoas com 85 anos ou mais, mas a mortalidade também afetou jovens adultos.
Monitoramento e Recomendações
Agências de saúde europeias agora divulgam estimativas de mortalidade em tempo real. Os pesquisadores recomendam sistemas de alerta, acesso a resfriamento e redução das emissões de gases de efeito estufa.
O verão de 2026 foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental e o terceiro mais quente no continente.
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