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Carta dos Parlamentares
Um grupo de 13 legisladores dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente‑executivo da Meta, Mark Zuckerberg, exigindo esclarecimentos sobre supostas desigualdades no tratamento das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nas plataformas da empresa durante as eleições brasileiras de 2026.
Incidentes de Moderação
Entre os episódios citados estão:
- Desativação da conta de anúncios de Lula no Facebook em 23 de setembro, 11 dias antes do primeiro turno.
- Limitação de impulsionamento no Instagram de 9 a 10 de outubro, prejudicando o alcance de cerca de 1,3 milhão de pessoas.
- Recomendações favorecendo o perfil de Flávio Bolsonaro e um canal de WhatsApp associado à candidatura.
Decisão do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta assegure tratamento isonômico às duas candidaturas, aplicando multas e exigindo a implementação de 17 medidas, entre elas a revisão humana de restrições automáticas.
Resposta da Meta
A empresa nega favorecimento político, atribuindo os episódios a falhas técnicas e erros não intencionais, e afirma ter concluído as medidas exigidas pelo TSE.
Pressão Interna e Civil
O Conselho de Supervisão da Meta apontou falhas recorrentes na aplicação das regras eleitorais, enquanto organizações da sociedade civil solicitaram auditorias independentes e maior transparência sobre a identificação de propaganda irregular.
Os questionamentos dos legisladores, do conselho e das organizações ampliam a cobrança por explicações sobre o funcionamento dos sistemas de moderação, recomendação e IA da Meta em um momento decisivo da eleição brasileira.
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