TSE cobra Meta por tratamento igual a Lula e Flávio; empresa nega favorecimento

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TSE cobra Meta por tratamento igual a Lula e Flávio; empresa nega favorecimento

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Contexto

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou representantes da Meta e das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro para discutir a aplicação de uma decisão que exige tratamento igualitário nas plataformas digitais.

Decisão do TSE

O plenário manteve, por unanimidade, a proibição de interferência na distribuição de conteúdo político‑eleitoral das duas candidaturas até o fim do segundo turno.

  • Impedir redução de distribuição de publicações.
  • Bloqueios automáticos de contas publicitárias passam por revisão humana em até duas horas.
  • Revisar restrições a contas de anúncios.
  • Repor impulsionamento de anúncios não entregue.

Medidas da Meta

A empresa afirmou aplicar as mesmas regras a todos os candidatos e adotou medidas para impedir abusos.

  • Análise de 1.204 publicações, 720 suspensas por não identificar uso de IA.
  • Lista de permissões para anúncios, restringindo propaganda a candidatos, partidos e coligações cadastrados.
  • Revisão de 255 perfis de rede inautêntica.
  • Verificação de conteúdo produzido ou alterado por IA em 1.204 publicações.

Reação da Meta

A companhia negou favorecimento e atribuiu os problemas a questões técnicas.

Rejeitou a criação de canal direto para jornalistas, alegando complexidade técnica, jurídica e operacional.

Questões de Jornalismo

O Ministério da Justiça solicitou um canal de apoio a jornalistas para tratar de ameaças, assédio e bloqueios de contas.

A Meta argumentou que os canais gerais de atendimento existentes seriam suficientes.

Conclusão

A medida tem caráter preventivo, buscando impedir desigualdades na reta final da campanha. A multa diária pode chegar a R$ 1 milhão caso a empresa não cumpra integralmente as determinações.

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