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Projeção de aumento de mortes cardiovasculares
As doenças cardiovasculares, responsáveis por uma parcela expressiva das mortes no Brasil, podem representar um desafio ainda maior nos próximos anos. Uma projeção divulgada aponta que o número de óbitos associados a essas enfermidades deve crescer 10,8% até 2030.
Fatores que impulsionam o aumento
O envelhecimento da população brasileira é um dos principais fatores que explicam a tendência de crescimento das mortes por doenças cardiovasculares. Além da idade, sedentarismo, alimentação rica em sódio, tabagismo, diabetes e colesterol elevado aumentam o risco cardiovascular.
Impacto nas estatísticas
O levantamento estimou que os óbitos anuais possam passar de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030. Até 16 de outubro de 2026, o registro contabilizava 318.945 mortes, cerca de 1.194 por dia. Apesar do aumento absoluto, a taxa de mortalidade caiu 36% entre 2000 e 2024.
Desigualdades regionais
Alagoas apresenta a maior taxa, com 245,5 mortes cardiovasculares por 100 mil habitantes, seguida por Amapá e Mato Grosso do Sul.
Como reduzir o risco
- Controlar a pressão arterial
- Acompanhar níveis de colesterol e glicose
- Praticar atividades físicas regularmente
- Evitar tabagismo
- Alimentação equilibrada, com menor consumo de sal e alimentos ultraprocessados
- Reconhecer rapidamente sintomas de infarto ou AVC
A projeção para 2030 não representa um destino inevitável. O avanço da prevenção, diagnóstico e tratamento pode alterar a trajetória das mortes cardiovasculares no Brasil.
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