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A autoridade antitruste do Reino Unido propôs classificar a Microsoft como uma empresa com posição estratégica no mercado de softwares empresariais, o que pode levar a novas regras para a oferta conjunta de produtos como Excel, Teams e Copilot, o assistente de inteligência artificial da companhia.
Investigação da CMA
A investigação iniciou em maio e analisa programas usados por cerca de 20 milhões de pessoas por mês no Reino Unido.
Posição dominante da Microsoft
A CMA destaca a forte posição da Microsoft em sistemas operacionais, ferramentas de produtividade, segurança, servidores e gerenciamento de bancos de dados, apontando que as dificuldades de troca de fornecedor sustentam essa posição.
Possíveis exigências regulatórias
A classificação permitiria ao regulador estabelecer exigências específicas para estimular a concorrência, incluindo:
- Liberdade para escolher ferramentas de inteligência artificial
- Condições para que concorrentes disputem espaço com o Copilot
- Efeitos da oferta conjunta de produtos de segurança
- Práticas de licenciamento que afetam serviços de computação em nuvem
Resposta da Microsoft
A Microsoft rejeita a avaliação da CMA, afirmando que todos os seus produtos, incluindo o Copilot, são abertos e interoperáveis, permitindo que os clientes os utilizem junto com serviços concorrentes.
Próximos passos
A CMA receberá manifestações sobre a proposta antes de tomar uma decisão definitiva, prevista para fevereiro. Se confirmada, a Microsoft seria a terceira empresa submetida aos novos poderes britânicos para regular mercados digitais, após Google e Apple.
Impacto no mercado de nuvem
A discussão também abrange serviços de computação em nuvem. A CMA exige que Microsoft e AWS facilitem a troca de provedores e o uso simultâneo de serviços de diferentes empresas, embora ambas já tenham tomado medidas como interconexão de data centers e remoção de tarifas de transferência de dados.
Conclusão
A decisão sobre os softwares empresariais poderá alterar a forma como a Microsoft combina e comercializa seus produtos no Reino Unido, além de definir o alcance das novas regras britânicas para ampliar a concorrência nos mercados digitais.
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