Dos arcades aos eSports: relembre a franquia Street Fighter

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Dos arcades aos eSports: relembre a franquia Street Fighter

📸 Créditos da imagem: Reprodução / Capcom

Street Fighter: O Começo da Franquia

O primeiro título da série, lançado em 1987 para fliperamas, introduziu um controle de seis botões e ataques especiais que ainda não eram comuns. O jogo permitia controlar apenas Ryu (ou Ken no segundo jogador) contra dez oponentes, com personagens não jogáveis como Adon, Gen e Sagat.

Apesar do sucesso nas máquinas, poucas versões foram portadas para consoles, sendo o TurboGrafx-CD o único videogame da época a receber o título.

Street Fighter II: O Boom dos Jogos de Luta

Em 1991, Street Fighter II: The World Warrior redefiniu o gênero com gráficos aprimorados, controles precisos e oito personagens jogáveis. O título gerou quatro versões adicionais na década de 90, cada uma trazendo ajustes de balanceamento, novos personagens e mecânicas como supers e um chefe secreto.

  • Champion Edition – rebalanceamento e chefes jogáveis
  • Turbo: Hyper Fighting – jogabilidade mais rápida e novos ataques
  • Super Street Fighter II: The New Challengers – introdução de Cammy, Fei Long, Dee Jay e T. Hawk
  • Super Street Fighter II Turbo – supers e Akuma como chefe secreto

Street Fighter Alpha: Uma Nova Cara

Lançado em 1995, Alpha trouxe gráficos em estilo Darkstalkers, novos superataques e combos mais dinâmicos. A série Alpha, com três jogos até 1998, introduziu personagens de Final Fight e tornou Akuma jogável.

Street Fighter III: Recomeço Polêmico

Em 1997, a nova geração descartou a maioria dos personagens de II, mantendo apenas Ryu e Ken. A mecânica de supers foi alterada, gerando críticas. Três versões foram lançadas, culminando em 3rd Strike, que ficou famoso pelo parry de Daigo na EVO 2004.

Street Fighter IV: Retorno às Origens

Em 2008, o título apresentou gráficos 3D com movimentação 2D, supers cinematográficos e um design que influenciou jogos como Mortal Kombat. O sucesso levou ao lançamento de Super Street Fighter IV, com mais personagens e supers.

Street Fighter V: Adaptação ao Momento

Disponível apenas para PS4 e Windows em 2016, V introduziu 16 personagens iniciais, DLCs mensais e o V-System, que oferece habilidades únicas a cada lutador. O foco no multiplayer competitivo trouxe ranking e gravações frame a frame, embora o lançamento tenha sido criticado pela falta de conteúdo solo.

Street Fighter 6: Foco nos eSports

Com lançamento em 2023, o jogo apresenta 18 personagens, seis novos, e um design inspirado em hip‑hop. O Drive System combina golpes, parries e reversals, consumindo uma barra que, quando vazia, deixa o personagem vulnerável. O modo World Tour permite criar e evoluir um lutador do zero.

Jogos Secundários e Legado

Além dos títulos principais, a franquia produziu sucessos como Super Puzzle Fighter II Turbo, Super Gem Fighter Mini Mix e a série EX, desenvolvida pela Arika. Esses jogos expandiram o universo com mecânicas inovadoras e personagens inéditos.

Ao longo de quase quatro décadas, Street Fighter não apenas evoluiu tecnicamente, mas também definiu padrões para o gênero de luta, influenciando inúmeros jogos e mantendo-se relevante no cenário de eSports.

Conclusão

Street Fighter permanece como um marco na história dos videogames, combinando inovação, design icônico e competitividade que continua a inspirar desenvolvedores e jogadores ao redor do mundo.

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