15 anos de Siri: assistente da Apple evolui com IA, mas chegou atrasada

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15 anos de Siri: assistente da Apple evolui com IA, mas chegou atrasada

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O iPhone 18 Pro ainda apanha dos Androids nisso? 00: 48O iPhone 18 Pro continua sem resolver um incômodo antigo: o reflexo de luz indesejado nas fotos noturnas. Um serviço importante da história recente da Apple completa 15 anos de vida dentro do iPhone nesta quarta-feira (15). É a Siri, assistente pessoal da marca com várias utilidades de conversação, navegação e produtividade para o usuário. A plataforma já existia antes, mas “nasceu” de novo neste mesmo dia em 2011, quando começaram as vendas do primeiro smartphone da Maçã que trouxe esse recurso nativamente embutido no aparelho. A partir deste ponto, foram vários anos de evolução até que ela se estabelecer como parte do ecossistema da Maçã — culminando na fase atual, com uma nova versão que aprimora ainda mais essas capacidades. A seguir, o TecMundo relembra um pouco da trajetória do serviço. O começo fora da AppleA Siri nasce como um projeto paralelo do Artificial Intelligence Center do Stanford Research Institute, um laboratório de ciências da computação fundado ainda na década de 1960 nos Estados Unidos. O projeto original de assistente pessoal da empresa era o CALO, criado para uma agência de projetos de defesa — a DARPA, mesmo lugar em que surge o embrião da internet contemporânea. Já a tecnologia de reconhecimento de voz da plataforma veio de outra empresa, a Nuance Communications.

A Apple adquiriu a Siri em abril de 2011, sendo que o aplicativo dela já estava disponível para o iOS desde fevereiro do ano anterior. A história mais contada sobre a origem do nome vem de Dag Kittlaus, um dos engenheiros do projeto CALO, que precisou convencer Steve Jobs de que o termo deveria ser mantido no produto final. Siri vem do norueguês e significa “uma bela mulher que leva você para a vitória”. O primeiro celularO iPhone 4s foi um dos grandes lançamentos da Apple em 2011. Além da assistente pessoal, o aparelho contava com o chip Apple A5 dual-core de 1 GHz e uma câmera traseira de 8 MP com suporte para gravação em 1080p. O visual idêntico ao modelo anterior gerou algumas críticas, assim como preocupações sobre o funcionamento da própria Siri. O aparelho foi ainda o primeiro anunciado somente por Tim Cook no palco, já oficialmente como CEO: Jobs já estava afastado do cargo e faleceu um dia depois, em 5 de outubro. A evolução no ecossistemaA Siri em Beta foi lançada com suporte para poucos idiomas: inglês localizado para Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, francês e alemão. Os primeiros recursos incluem fazer chamadas, enviar mensagens, criar lembretes ou compromissos na agenda e responder perguntas simples.

Já a voz mais famosa da assistente foi a de Susan Bennett, que por anos foi responsável pelas falas nos EUA, enquanto no Brasil a mais lembrada no cargo é Regina Bittar. Ao longo dos anos, a Siri recebeu atualizações constantes que melhoraram o funcionamento e a integração da assistente: em setembro de 2014, ela ganhou a habilidade de ser ativada automaticamente no aparelho, apenas respondendo ao comando “Hey Siri”; o suporte oficial ao idioma português do Brasil foi lançado somente em fevereiro de 2015; já em 2016, a Apple começou a liberar acesso à Siri para integração com outros aplicativos por meio da API; no mesmo ano, a Siri chegou oficialmente ao macOS a partir da atualização Sierra, — a estreia no Apple Watch tinha acontecido já na primeira geração, lançada no ano anterior; na atualização iOS 11, de 2018, a Siri começa a fazer tradução de idiomas, passa a responder perguntas consecutivas sobre um mesmo tema e fica ainda mais integrada com ações de apps de terceiros. Essas e outras mudanças eram necessárias: poucos anos depois de sair, ela já tinha concorrentes de peso com maior qualidade no reconhecimento de voz e nas habilidades integradas a um aparelho, como a Alexa da Amazon e o Google Assistente, além da já descontinuada Cortana, da Microsoft. Siri AI: atraso e parceriaA Apple também sentiu a necessidade de evolução da Siri na era da inteligência artificial (IA). A companhia ficou para trás na corrida de chatbots e modelos de linguagem, em uma falha estratégica que afetou inclusive a assistente pessoal. O pacote de recursos Apple Intelligence já chegou com atraso e, na prática, tinha poucos recursos em comparação com serviços como ChatGPT, Gemini e Copilot. Além disso, a própria “Siri turbinada” não apareceu quando a plataforma foi lançada. Devido a uma série de problemas técnicos e obstáculos de implementação, a Apple adiou continuamente a chegada da nova versão.

A Siri AI só foi apresentada em junho deste ano e ainda precisa de algumas melhorias. A assistente pessoal só conseguiu sair do papel graças a uma parceria da marca com o Google Gemini, integrado ao modelo de linguagem da própria Maçã. Após a turbulência e as questões de agenda, a Siri AI parece estar nos trilhos, cada vez mais integrada com o ecossistema da marca. Ela virou até parte essencial do mais novo aparelho da Maçã, o HomeView, uma aposta ousada no ramo de casas inteligentes que dá ainda mais responsabilidade a esse serviço. O que esperar da gestão de John Ternus, o atual CEO da Apple? Entenda nesta matéria!

/Com informações de MacRumors, TechRadar e NetworkWorld.

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