📸 Créditos da imagem: criada por inteligência artificial
Como funciona a tecnologia
A empresa australiana Apate desenvolveu uma plataforma que utiliza inteligência artificial para criar robôs que simulam vítimas de golpes. Esses bots atendem chamadas telefônicas, respondem a mensagens de texto e participam de grupos online, coletando informações sobre atividades fraudulentas em tempo real.
Robôs que fingem ser vítimas
O sistema conta com cerca de 350 mil robôs, cada um com perfis e comportamentos distintos. Alguns usam WhatsApp, outros atendem ligações e encerram a conversa dizendo que retornarão mais tarde. Assim, os golpistas gastam tempo conversando com um “vítima” que não existe, o que pode impedir que milhares de pessoas sejam abordadas.
Armadilhas digitais e honeypots
Além das chamadas, a mesma lógica é aplicada em honeypots que imitam computadores e serviços reais. Pesquisadores incorporaram modelos de linguagem de grande porte (LLMs) para tornar essas armadilhas mais convincentes, mantendo agentes de IA atacantes ocupados por mais tempo.
Impacto e limitações
Embora a estratégia reduza o número de vítimas, os golpistas ainda conseguem fazer bilhões de chamadas e enviar mensagens por ano. A eficácia depende da colaboração entre bancos, telecomunicações e autoridades policiais, que precisam compartilhar informações para interromper operações fraudulentas.
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