📸 Créditos da imagem: Unsplash
Um planeta que nasce da morte
Durante bilhões de anos, estrelas iluminam os planetas que se formaram ao seu redor. Quando seu combustível termina, o destino desses mundos costuma ser incerto. Agora, astrônomos encontraram evidências de um fenômeno ainda mais intrigante: um planeta que pode ter surgido somente depois que sua estrela morreu, utilizando justamente o material deixado por ela.
Evidências químicas
Revisando dados do Telescópio Espacial Hubble de 1999, os pesquisadores identificaram concentrações surpreendentes de nióbio, cobre e zinco na atmosfera da anã branca HS 0209+0832. Esses elementos são típicos de processos nucleares que ocorrem nos estágios finais de evolução de estrelas gigantes, sugerindo que o material provém de resíduos estelares.
- Nióbio
- Cobre
- Zinco
Observações do TESS
O satélite TESS registrou uma variação periódica de brilho com duração de cerca de 4,4 dias, indicando a presença de um objeto orbitando a anã branca a aproximadamente seis milhões de quilômetros. A hipótese mais plausível é a de um planeta gasoso de tamanho semelhante ao de Júpiter, cuja atmosfera está sendo gradualmente perdida pela intensa radiação ultravioleta da estrela.
Como pode ocorrer?
Para que um planeta se forme após a morte da estrela, é necessário que parte do gás expelido se concentre em um disco ao redor da anã branca. A presença de uma estrela companheira pode ter evitado que todo o material escapasse, permitindo a formação de um novo corpo planetário.
Implicações para o futuro do Sistema Solar
Quando o Sol se tornar uma gigante vermelha e, posteriormente, uma anã branca, poderá ocorrer um processo semelhante, embora dependente de circunstâncias específicas, como a presença de uma estrela companheira.
Próximos passos
Novas observações, especialmente com o Telescópio Espacial James Webb, são essenciais para confirmar a existência e a composição do planeta fênix, e para entender se a morte de uma estrela pode, em circunstâncias extraordinárias, gerar novos mundos.
📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »