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Starlink, a divisão de internet via satélite da SpaceX, deu um passo decisivo rumo a se tornar uma grande operadora móvel nos Estados Unidos ao anunciar a compra de um portfólio nacional de espectro. O acordo, que ainda aguarda aprovação da FCC, inclui licenças de até 14 MHz de espectro pareado na faixa de 800 MHz, considerada crucial para a expansão do serviço móvel da Starlink.
Impacto no mercado
Após o anúncio, as ações da AT&T, Verizon e T-Mobile caíram, sinalizando a preocupação das gigantes de telecomunicações com a nova concorrência. A SpaceX, por sua vez, posicionou o negócio como “acordo muito grande”, reforçando a intenção de competir diretamente no segmento de telefonia móvel.
Contexto regulatório
A FCC já indicou planos de leiloar 25 MHz de espectro prioritário para serviços de comunicação direta entre satélites e smartphones (D2D) e de 482 MHz para cobertura suplementar. Tais iniciativas podem beneficiar tanto a SpaceX quanto a Amazon, que também investe em redes de satélites.
Parcerias e concorrência
Enquanto a SpaceX avança, a T-Mobile, AT&T e Verizon formaram uma joint venture para ampliar a cobertura em áreas mal atendidas, usando tecnologias satélite e D2D. A Starlink ficou de fora dessa aliança, sinalizando a estratégia da SpaceX de disputar o mercado de forma independente.
Desafios técnicos
Especialistas apontam que, apesar da aquisição, a cobertura confiável em ambientes urbanos exigirá a instalação de torres terrestres. Ainda assim, a compra representa um passo importante para a SpaceX ampliar o alcance do Starlink Mobile.
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