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Queda do dólar em poucas horas
Logo na abertura de segunda-feira, 5 de outubro, o dólar à vista despencou mais de 4% e rompeu a barreira dos R$ 5, atingindo R$ 4,9746 às 9h19. O fechamento PTAX registrou R$ 4,9859, a primeira vez que a moeda ficou abaixo de R$ 5 desde maio.
Impacto no Ibovespa e no mercado de juros
O Ibovespa superou os 200 mil pontos pela primeira vez, avançando mais de 8% durante a sessão, o maior movimento diário desde março de 2020. ETFs internacionais ligados ao Brasil subiram mais de 12% antes mesmo da abertura da B3, refletindo a rápida recalibração de posições por investidores globais.
Por que a eleição mudou as expectativas
Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno com 47,03% contra 45,16% de Lula, surpreendendo o mercado que havia previsto cenário mais favorável a Lula. A nova expectativa é de maior probabilidade de alternância de poder em 2027, o que pode favorecer políticas de redução de gastos, privatizações e reformas fiscais.
Reação nos ativos e no mercado de juros
Todos os setores foram afetados:
- Bancos e estatais subiram entre 10% e 13%.
- Petrobras avançou mais de 5%.
- Magazine Luiza disparou mais de 26%.
Contratos de DI de longo prazo recuaram mais de um ponto percentual, com a taxa para janeiro de 2035 caindo 126 pontos-base, reduzindo o prêmio de risco brasileiro.
O que não mudou nas contas públicas
Não houve redução da dívida nem aprovação de reformas fiscais entre sexta e segunda. A mudança foi apenas nas expectativas de cenários políticos futuros, que já influenciam preços de moedas, ações e títulos.
Perspectivas futuras e volatilidade
O dólar pode oscilar entre R$ 4,80 e R$ 4,95 nas próximas semanas, dependendo do segundo turno, pesquisas e alianças políticas. A volatilidade será uma característica das próximas três semanas, com possíveis ajustes se novas pesquisas alterarem a vantagem de Bolsonaro ou Lula.
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