Como mais de 560 mil urnas chegam aos locais de votação em 2026?

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Como mais de 560 mil urnas chegam aos locais de votação em 2026?

📸 Créditos da imagem: Nelson Antoine/Shutterstock

Mais de 560 mil urnas eletrônicas serão preparadas para as Eleições 2026 em uma operação que envolve segurança digital, lacração física e uma complexa rede de transporte. O objetivo é fazer os equipamentos chegarem a locais de votação espalhados por todo o país. A jornada começa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, passa pelos cartórios eleitorais e termina nas seções de votação. No caminho, as urnas percorrem estradas, rios e, em algumas regiões, também seguem pelo ar.

Sistemas são assinados e lacradosNa sede do TSE, os programas que serão usados nas urnas passam por meses de auditorias e testes abertos. Depois, são compilados, assinados digitalmente e lacrados publicamente. As chaves de segurança ficam armazenadas em mídias criptografadas e seguem para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Nos cartórios eleitorais, começa a preparação individual dos equipamentos. Dados entram nas urnasÉ nos cartórios eleitorais que acontece a chamada carga das urnas.

O procedimento prepara cada equipamento para a seção em que será utilizado. Primeiro, a mídia interna recebe o sistema e os arquivos necessários para o funcionamento da urna. Em seguida, são inseridos os dados específicos daquela seção, incluindo a relação de candidatas e candidatos e de eleitoras e eleitores. A em quem votar: o que acontece quando você pede indicação de voto ao ChatGPT, Claude, Gemini e Grok Depois da carga, os equipamentos passam por testes para verificar seu funcionamento.

O processo utiliza mecanismos de segurança para preservar a integridade dos sistemas e dos dados instalados. A urna recebe ainda lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda. Se houver uma tentativa de retirada, uma inscrição fica visível, indicando que o lacre foi violado. Com essa preparação concluída, começa uma operação logística que precisa atender regiões com características muito diferentes. Uma logística que atravessa o paísAs urnas seguem acondicionadas em caixas de alta resistência.

O percurso muda conforme o destino: Grandes centros e interior: a distribuição atende escolas, postos de saúde e associações comunitárias. Comunidades na Amazônia: barcos, voadeiras e rabetas percorrem os afluentes dos grandes rios durante dias. Regiões de difícil acesso: helicópteros e aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) são acionados para alcançar os pontos mais remotos.

No sábado anterior à eleição, presidentes de mesa e equipes técnicas recebem as urnas nos locais de votação. Os equipamentos são conectados à tomada e à bateria interna de emergência, testados e ligados. No domingo, antes de a votação começar, a urna é inicializada e emite a zerésima, um relatório impresso que comprova que não há votos registrados no equipamento. O documento funciona como uma conferência inicial: mostra que a urna está com zero votos antes da chegada do primeiro eleitor. A zerésima também traz a identificação da urna e deve ser assinada pelo presidente da mesa, pelos mesários e pelos fiscais de partidos presentes.

Só depois desse procedimento a votação começa. Valdir Antonelli Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo. Ver todos os artigos →

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