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Fabricante registrou receita recorde, mas afirma que demanda continuará acima da oferta. Resumo A Micron prevê que a oferta de chips de memória ficará ainda mais apertada em 2027 e 2028. Mais de 75% da produção prevista pela companhia para 2027 já está comprometida com clientes.
Fabricante registrou receita trimestral recorde de US$ 54,2 bilhões (cerca de R$ 283 bilhões em conversão direta). A escassez de chips de memória não deve melhorar tão cedo. A Micron prevê que o desequilíbrio entre oferta e demanda ficará ainda maior em 2027 e 2028, impulsionado principalmente pelo crescimento e demanda acelerada do setor de inteligência artificial.
Durante a apresentação dos resultados financeiros da companhia, o presidente e CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, afirmou que a procura deve continuar superior à oferta nos próximos dois anos. Segundo ele, a empresa não consegue estimar quando o mercado voltará a um cenário de equilíbrio. O momento de disponibilidade limitada tem sido acompanhado por resultados financeiros recordes.
A demanda por memória fez a Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado. No último trimestre fiscal, a empresa registrou receita de US$ 54,2 bilhões (cerca de R$ 283 bilhões), um crescimento de 379% na comparação anual, e lucro líquido de US$ 37,7 bilhões (R$ 197 bilhões). Mais de 75% dos chips de 2027 estão comprometidos Segundo o executivo, mais de 75% da produção prevista pela fabricante para 2027 já está comprometida.
A maioria das negociações atuais com clientes envolve o fornecimento de componentes para 2028. O cenário reforça uma tendência que o Tecnoblog vem acompanhando: fabricantes como Micron, Samsung e SK Hynix já reservaram grande parte da capacidade futura diante da demanda de data centers de inteligência artificial. A Micron afirma que está ampliando a capacidade de produção, mas o processo deve levar anos.
A companhia pretende iniciar a produção em uma nova fábrica em Idaho em meados de 2027. Outras expansões nos Estados Unidos, Japão, Taiwan e Singapura devem começar entre o ano que vem e o fim de 2028. Ainda assim, a oferta deve continuar limitada.
No início deste ano, a própria fabricante já previa que os preços da memória RAM só começariam a melhorar em 2028. Escassez impulsiona os resultados O cenário tem sido ruim para consumidores, mas favorável às fabricantes, que vêm direcionando suas capacidades para memórias destinadas a servidores e aceleradores de IA, produtos mais rentáveis que módulos voltados ao consumidor final. A própria Micron encerrou a tradicional marca Crucial para priorizar clientes de maior crescimento, embora continue fornecendo componentes para fabricantes de computadores e outros dispositivos.
Enquanto isso, os preços de memória RAM já aumentaram 500% em algumas comparações entre 2025 e 2026. A redução da oferta de componentes destinados a PCs, notebooks e smartphones também deve continuar pressionando o preço de eletrônicos nos próximos anos.
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