Google paga quase nada a editores por conteúdo usado em respostas de IA

📡 Fonte: Tecmundo 🏷️ Inteligência Artificial 🤖 Auto
Google paga quase nada a editores por conteúdo usado em respostas de IA

📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo

O Google está pagando valores baixos à grande parte dos editores digitais pelo conteúdo usado em respostas produzidas por inteligência artificial (IA), segundo informações publicadas pelo The Information. O programa piloto, lançado há menos de um ano, reúne cerca de 100 veículos e permite que os participantes acompanhem no Google Search Console com que frequência seus conteúdos são utilizados e quanto recebem. Para sites pequenos e médios, os pagamentos representam, em alguns casos, menos de 0,1% da receita obtida com publicidade. Os valores, porém, apresentam diferenças significativas entre os participantes.

Um editor afirmou ter recebido entre US$ 50 mil e US$ 60 mil em poucos meses, enquanto outro participante chega a ganhar mais de US$ 1 milhão por ano. Em contrapartida, sites menores receberam menos de US$ 1 mil ao longo de vários meses. O Google calcula os pagamentos de acordo com a contribuição de cada fonte para uma resposta gerada por IA, mas alguns editores disseram ao The Information que não sabem exatamente como o cálculo é feito e que os valores podem mudar de um mês para outro sem explicação. Editoras pressionam Google enquanto tráfego dos sites caiO modelo ocorre em um momento de pressão sobre as empresas de mídia, que enfrentam queda no tráfego vindo do Google à medida que o buscador passa a responder diretamente às perguntas dos usuários.

Recursos como a Visão Geral de IA e o Modo IA apresentam informações sintetizadas a partir de diferentes páginas, reduzindo a necessidade de acessar os sites que produziram o conteúdo original. Algumas das maiores editoras decidiram não participar do programa para tentar pressionar o Google por valores maiores. A disputa também chegou às autoridades e aos tribunais. Em julho de 2025, editoras independentes apresentaram uma queixa à Comissão Europeia contra o uso de seus conteúdos na Visão Geral de IA.

Em setembro, a Penske Media, controladora da Rolling Stone, processou o Google alegando perdas de tráfego e receita publicitária. Em dezembro, a Comissão Europeia abriu uma investigação antitruste para avaliar se as condições impostas pelo Google para o uso de conteúdo de editoras são injustas, incluindo a ausência de uma forma efetiva de impedir sua utilização em recursos de IA. Na Alemanha, um tribunal decidiu que as Visões Gerais de IA devem ser consideradas conteúdo produzido pelo próprio Google, e não apenas resumos de materiais publicados por terceiros. Se esse entendimento ganhar força em outras jurisdições, editoras poderão ter argumentos para cobrar licenciamento pelo uso de seus trabalhos em respostas geradas por IA. Por enquanto, o Google mantém acordos individuais com veículos, permitindo que cada empresa decida se participa do programa e quanto recebe, enquanto a maior parte dos editores continua negociando separadamente com a companhia.

📰 Leia a notícia completa em: Tecmundo »

⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado automaticamente de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).