Satélite espião americano da época da Guerra Fria explode na órbita da Terra

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Satélite espião americano da época da Guerra Fria explode na órbita da Terra

📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo

Um satélite espião dos Estados Unidos explodiu na órbita da Terra, a cerca de 775 km de altitude, gerando uma nuvem de detritos que pode colocar em risco outros equipamentos nesta região do espaço. O incidente, ainda sem causa definida, ocorreu no último dia 13, conforme noticiou o site Live Science na segunda-feira (28). Lançado em setembro de 1988, o satélite USA 32 passou por um evento de fragmentação “repentino”, segundo informações da Força Espacial americana. Isso significa que ele pode ter se partido em dezenas, centenas ou até milhares de pedaços após a explosão. Até o momento, o governo dos EUA não divulgou maiores detalhes sobre o que fez a espaçonave explodir.

Também não se sabe o tamanho real da nuvem de destroços. Espionando as comunicações soviéticasColocado em órbita pelo Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO), agência vinculada ao Departamento de Defesa dos EUA, o satélite Farrah III, outro nome pelo qual é conhecido, tinha a missão de interceptar as comunicações da União Soviética (URSS). Com ele, Washington tentava captar transmissões de rádio e radar de Moscou a partir do espaço. Seu formato cilíndrico, comparado ao de uma lata de atum gigante, permitia girá-lo rapidamente, apontando as antenas para alvos militares em solo; A URSS chegou ao fim em 1991, ou seja, sua missão original durou pouco tempo; Não se sabe se ele continuou operando em outras tarefas nos anos seguintes ou acabou desativado desde então; Os EUA divulgaram informações sobre a missão lançada na década de 1980 apenas no início de 2026. Agora, as preocupações estão voltadas para as possíveis consequências da fragmentação. Estima-se que a região da órbita terrestre baixa onde o USA 32 se desfez tenha pelo menos 200 satélites.

Além disso, a área acumula lixo espacial de outros incidentes, tornando-se ainda mais perigosa. Mesmo distantes do campo de alcance dos detritos, a Estação Espacial Internacional (ISS) e a estação chinesa Tiangong não estão totalmente livres dos riscos, podendo ter que realizar manobras de desvio como em outras ocasiões. Por enquanto, não há relatos de problemas relacionados à explosão do Farrah III. O que teria acontecido? Se faltam explicações oficiais, especialistas sugeriram várias possibilidades para a fragmentação do equipamento, como colisão com equipamentos em órbita e lixo espacial ou até o impacto com uma rocha espacial de tamanho reduzido. Já para outros, o USA 32 apenas colapsou pelo tempo que estava em órbita. Teorias sobre o uso de armas espaciais para eliminar o satélite espião também surgiram após a divulgação do incidente.

Mas as análises iniciais não encontraram indícios da utilização de tais equipamentos. Falando nisso, os EUA confirmaram recentemente que possuem armas posicionadas no espaço.

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