📸 Créditos da imagem: reprodução/Meta
Meta Muse foi impedido de acessar a loja após realizar compras e consultar dados sem se identificar. Amazon alega violação dos termos de uso. Resumo Amazon bloqueou o acesso do agente de inteligência artificial Muse, da Meta, à sua loja virtual por violações dos termos de uso.
A varejista justifica a decisão alegando que a operação invisível da IA ocorre sem consentimento formal e ameaça a privacidade dos clientes. Já a Meta contesta, e assegura que seu assistente processa dados em ambiente isolado, sem acessar senhas. A Amazon bloqueou o acesso do Muse, novo agente de IA da Meta, à sua loja virtual.
Segundo o GeekWire, que identificou o bloqueio, a medida foi tomada após a varejista constatar que o assistente realizava compras e acessava dados de contas sem se identificar formalmente. Para a Amazon, esse comportamento viola as condições de uso da plataforma e pode representar riscos à segurança dos consumidores. Lançado este mês, o Muse foi projetado para executar tarefas sozinho, como preencher formulários e finalizar pedidos em nome do usuário.
De acordo com o site, a Amazon tentou um acordo, solicitando que a controladora do Facebook removesse voluntariamente o seu site do alcance do robô, mas as negociações não avançaram. Sem um acordo, os usuários que tentaram utilizar o assistente da Meta para compras no último fim de semana esbarraram em uma mensagem de erro. O aviso alerta que “o acesso contínuo por um agente não autorizado quebra os termos de uso assinados pelos clientes”.
Amazon alega falta de consentimento formal A Amazon argumenta que o Muse opera acessando históricos de pedidos e processando transações sem o consentimento formal da loja. Um porta-voz da companhia afirmou que aplicativos de terceiros com capacidade de compra devem operar de forma transparente para garantir uma experiência mais segura e confiável. Em contrapartida, a Meta afirma que a ferramenta é totalmente segura e foi construída com foco na privacidade.
A criadora declarou que o agente não tem visibilidade das senhas ou dos métodos de pagamento dos consumidores. As credenciais digitadas pelo usuário no navegador, segundo a Meta, ficam armazenadas em uma máquina virtual isolada, permitindo que a IA as utilize sem exposição direta. A dona do WhatsApp também destaca que cada ação sensível, como finalizar uma transação financeira, passa obrigatoriamente pela aprovação prévia do usuário e pela inspeção de um segundo agente de monitoramento interno chamado Sentinel.
Vale lembrar que as duas empresas mantêm uma parceria desde 2023 para vendas integradas no Instagram e assinaram um contrato multimilionário em abril para o processamento de cargas de IA na infraestrutura de nuvem da própria Amazon. Varejista já bloqueou Google e OpenAI Esta não é a primeira vez que a gigante do varejo impõe barreiras ao tráfego de IAs. A Amazon já barrou outros sistemas autônomos de compras do Google e da OpenAI, além de travar uma batalha judicial contra a startup Perplexity pelo uso do navegador de IA Comet para varrer as páginas da loja.
Paralelamente, a Amazon também lança suas próprias soluções de IA, como a recente Alexa para Compras. Contudo, a companhia destaca que os seus assistentes se identificam ao acessar sites de terceiros, oferecendo às marcas a opção de recusar o recebimento de tráfego automatizado em seus domínios.
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