Como quadrilhas conseguem 'reativar' celular roubado mesmo bloqueado

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Como quadrilhas conseguem 'reativar' celular roubado mesmo bloqueado

📸 Créditos da imagem: Unsplash

SegurançaComo quadrilhas conseguem ‘reativar’ celular roubado mesmo bloqueadoA Operação Frank Mobile, realizada pelas polícias de São Paulo e o MP-SP (Ministério Público), desbaratou uma organização criminosa especializada em desbloqueio, recondicionamento e comercialização de celulares roubados. Um relatório do MP descreve como criminosos conseguem tirar proteções dos aparelhos roubados e permitir que voltem a funcionar no Brasil, mesmo “bloqueados”. O que diz o relatórioEm tese, após um celular ser furtado, o bloqueio do IMEI (número único associado a cada celular, uma espécie de “chassi” do telefone) impediria o funcionamento do aparelho. O dispositivo não conecta à rede de telefonia, dificultando seu uso no Brasil, mas não o torna completamente inutilizável. O bloqueio geralmente é feito ligando para a operadora ou pelo app Celular Seguro.

É preciso mencionar a sequência de 15 dígitos do IMEI para que o aparelho não funcione em território brasileiro. O relatório cita que a organização criminosa consegue “neutralizar mecanismos de bloqueio” do celular roubado e reinseri-lo no mercado. A existência dessas técnicas ajuda a explicar por que o roubo de celulares continua sendo um crime lucrativo mesmo quando as vítimas bloqueiam os aparelhos após o furto. De forma resumida, os celulares têm dois tipos de proteção: Bloqueio por IMEI: que impede a conexão às redes de telefoniaBloqueios da fabricante: como mecanismos do Google e da Apple, que dificultam o uso do aparelho após um rouboTroca de IMEI e remoção de bloqueiosA edição do IMEI é uma das formas que os criminosos têm para reinserir o celular no mercado. Na prática, a alteração faz com que um aparelho bloqueado passe a se apresentar à rede com outra identificação.

Segundo o MP-SP, são usados softwares que possibilitam a manipulação do identificador único do celular. Outra possibilidade é a substituição da placa-mãe do celular, o que faz com que o IMEI original do dispositivo seja trocado por um novo. Algumas lojas chegavam a cobrar cerca de R$ 300 para desbloquear celulares roubados. Além de alterar identificadores, os criminosos tentam contornar sistemas criados por Google e Apple para impedir o uso de dispositivos roubados.

O relatório cita que alguns programas conseguem forçar a restauração de fábrica de celulares Android, sem ser necessário digitar senha ou login do Google. Em celulares da Apple, é mencionado o uso de servidores para desbloquear contas do iCloud e uma ferramenta para contornar o bloqueio de uso de peças não originais, facilitando a reutilização de peças para manutenção de iPhones. Superadas as proteções, os celulares furtados “recuperados” voltam ao mercado de duas formas. São vendidos como seminovos ou recondicionados (vendidos em comércios populares ou em e-commerces) ou fracionados em peças e componentes básicos — que são usados na manutenção de aparelhos. Quais cuidados devo tomar se o celular for furtado ou roubado?”Bloquear o IMEI é importante, mas sozinho não impede totalmente a reutilização dos aparelhos”.

Segundo Hiago Levi, presidente do Instituto Brasileiro de Resposta a Incidentes Cibernéticos (Ibrinc), a proteção mais eficaz combina restrições na rede móvel, mecanismos que dificultam a reutilização do dispositivo e medidas para proteger os dados e as contas do usuário. O que fazer após o roubo do celularRegistrar boletim de ocorrência e bloquear a linha: Faça o registro da ocorrência e entre em contato com a operadora para bloquear a linha telefônica. Solicitar o bloqueio de IMEI do aparelho: Guarde o IMEI do dispositivo (tem na caixa do aparelho e é possível também saber por um código no telefone) e peça o bloqueio de todos eles junto à operadora. A medida dificulta o uso do aparelho na rede móvel, embora não garanta que ele se torne completamente inutilizável. O app Celular Seguro (saiba como configurar) pode auxiliar no bloqueio do aparelho e a notificar bancos sobre a subtração do aparelho — o app permite configurar contatos de confiança (logo, no caso de roubo, um desses contatos pode notificar as instituições). Ativar proteções contra reutilização: No iPhone, mantenha ativo o recurso Buscar, que aciona o Bloqueio de Ativação mesmo após a limpeza remota do aparelho (mais detalhes aqui).

No Android, utilize os mecanismos de proteção contra restauração não autorizada, que exigem a conta ou as credenciais previamente associadas ao dispositivo (mais detalhes aqui). Usar o bloqueio remoto: Acione os recursos de localização, bloqueio e apagamento remoto para proteger informações armazenadas no celular. Proteger contas e dados pessoais: Troque senhas de serviços sensíveis, como e-mail, bancos e redes sociais, e monitore possíveis acessos indevidos. O autor da mensagem, e não o, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do.

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