Tim Cook se despede após 15 anos: quem é novo CEO da Apple e o que esperar

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Tim Cook se despede após 15 anos: quem é novo CEO da Apple e o que esperar

📸 Créditos da imagem: Unsplash

NegóciosTim Cook se despede após 15 anos: quem é novo CEO da Apple e o que esperarA partir de hoje, Tim Cook deixa de ser o CEO da Apple após 15 anos no cargo. Sucessor do cofundador da empresa, Steve Jobs, o executivo americano vai passar o comando para John Ternus. Segundo especialistas, Cook consolidou e expandiu o império construído por Jobs, mas eles avaliam que Jobs continua sendo visto como a principal figura da história da empresa por seu papel na criação de produtos revolucionários, como o iPhone. Sucessor de JobsCook assumiu o comando da Apple em agosto de 2011. Antigo chefe de operações da Apple, um dos seus principais legados foi fazer o valor de mercado saltar para a casa dos trilhões de dólares e diversificar as fontes de receita da empresa.”Jobs foi um gênio da inovação, enquanto Cook um gênio da execução.” Para Francisco Jeronimo, vice-presidente da consultoria de mercado IDC, Cook foi o responsável por expandir a linha de serviços e produtos e, principalmente, por otimizar a linha de produção da empresa. Cook foi um gênio da execução, por lidar com a cadeia de suprimentos.

Ele conseguiu orquestrar diferentes parceiros na Ásia para fabricar os produtos da empresa. Pense que é uma empresa que vende 250 milhões de iPhones em um ano. É preciso coordenar todo o processo com parceiros e fornecedores de várias localidades com um alto nível de execução, e ainda “prever” a demanda de produtos. Francisco Jeronimo, vice-presidente da consultoria de mercado IDCO executivo não criou um “novo iPhone”, mas estreou novas categorias de produto de sucesso.

“Embora a Apple não seja conhecida por ser a primeira a lançar produtos, ela é conhecida pelo design e execução. Sob o comando de Cook, a Apple lançou produtos como o Apple Watch e os AirPods e os escalou a ponto de se transformarem em linhas de sucesso”, afirmou Tarun Pathak, diretor de pesquisa da consultoria Counterpoint Research. Do hardware para os serviços. O executivo percebeu que qualquer segmento de produtos tem um teto, explica Jeronimo, da IDC, e, quando o iPhone começou a se aproximar desse limite, a companhia passou a oferecer serviços como o Apple Music, a Apple TV e o Apple One.

“Essa estratégia visa vender para clientes que já possuem produtos Apple, proporcionando receitas regulares e estáveis, o que é valorizado pelos investidores.”Execução e previsibilidade fizeram a Apple se tornar uma empresa trilionária. Em 2018, a companhia atingiu pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão. O feito simbolizou a transformação da fabricante do iPhone em uma potência financeira global.

Neste ano, a companhia brevemente chegou a valer US$ 4 trilhões, tornando-se a primeira empresa de capital aberto a atingir esse patamar. Apesar do alto valor de mercado, nem tudo foi um sucesso. Algumas apostas da empresa não tiveram tanta aceitação, como a caixa de som inteligente HomePod e o dispositivo de computação espacial em formato de óculos de realidade mista Vision Pro. Quais os desafios de John Ternus como novo CEO da Apple? Ternus é um especialista em hardware. Antes de se tornar CEO, seu cargo anterior foi o de vice-presidente de engenharia de hardware.

Ele entrou na Apple em 2001 na equipe de design de produtos, participando do desenvolvimento de iPhones, iPads e Macs. A empresa ficou para trás na transição para inteligência artificial. Ainda que a empresa tenha a Siri há anos, a Apple demorou para se adaptar e implementar as soluções de inteligência artificial. “Movimento de IA não ocorre só em dispositivos, mas em todas as áreas.

A empresa anunciou mudanças na última conferência e parece estar no caminho certo”, diz Jeronimo, da IDC. A cadeia de suprimentos pode ser um problema para Ternus. Pathak, da Counterpoint Research, lembra que este é um dos momentos mais difíceis da indústria. Devido à crise de chips de memória, além da possibilidade de escassez, os produtos podem ficar mais caros.

Sem contar que devido ao governo atual dos EUA, a Apple precisou diversificar a fabricação de aparelhos, antes muito concentrada na China e países vizinhos. A companhia ampliou a produção para a Índia, que passou a ser uma importante base para o fornecimento de smartphones para o mercado americano. A Apple não tem mais o mesmo poder de barganha que costumava ter antes, e Ternus terá que navegar por essa fase enquanto garante suprimento suficiente para seus produtos, mantendo-os acessíveis e, ao mesmo tempo, protegendo as margens. As margens da Apple serão uma das principais métricas que o setor estará observando. Tarun Pathak, diretor de pesquisa da consultoria Counterpoint ResearchFora isso, há o desafio regulatório que ronda a empresa.

Na União Europeia e no Brasil, reguladores pressionaram a companhia a flexibilizar regras da App Store, incluindo restrições relacionadas a meios alternativos de pagamento e distribuição de aplicativos. Em 9 de setembro, Ternus deve fazer sua estreia em um grande lançamento da Apple. Rumores da indústria apontam para a apresentação de um iPhone dobrável, possivelmente chamado de iPhone Ultra. O autor da mensagem, e não o, é o responsável pelo comentário.

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