Meu portátil favorito

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Meu portátil favorito

📸 Créditos da imagem: MacBook Air (2011) | Divulgação/Apple

Alguns dias atrás, o algoritmo do YouTube me sugeriu um vídeo do — excelente! — Jeff Geerling que havia passado batido por mim: qual o melhor portátil já produzido pela Apple? Spoiler: pro Jeff, foi o MacBook Air de 11 polegadas.

Eu não sou fã de nenhum “ ranking” que escolha o melhor ou a melhor coisa, seja lá o que for. Em geral, eles são sempre baseados em critérios subjetivos, que dependem de gostos ou preferências pessoais — e você sabe: gosto, cada um tem o seu.

Apesar de não concordar, admito que os argumentos do Jeff a favor do Air de 11″ são fortes e convincentes: verdadeiramente portátil, duas portas USB, MagSafe, uma boa bateria e capaz de rodar versões relativamente modernas do macOS, etc. Claro que essas especificações mudam de um ano pro outro, mas são semelhantes e válidas pra qualquer Air de 11″ entre 2010 e 2020.

MacBook Air (2011) | Divulgação/Apple

O vídeo do Jeff me fez pensar no assunto. Qual seria o meu portátil preferido da Apple, segundo meus próprios critérios (subjetivos ou não)? Vejam que intencionalmente estou fugindo do termo “ melhor” e usando “ preferido” pelos motivos explicados acima.

Não estou fazendo uma análise técnica baseada em dados, benchmarks, etc. Farei, aqui, uma análise baseada na minha experiência pessoal e no que eu acho de diferentes portáteis da Apple aos quais tive acesso. Então provavelmente você não vai — e nem deve mesmo — concordar comigo.

E está tudo bem! 😊

A linha atual dos MacBooks Air e Pro é, provavelmente, unanimidade entre os fãs da Maçã. O fator de forma um pouco mais quadrado, os pezinhos afastando a base da superfície agradaram a praticamente todos os usuários. Eu adoro.

Acho um golaço de design!

Tive um MacBook Pro (M1 Pro) que recentemente troquei por um MacBook Air (M5). Para além do design, o Apple Silicon é um divisor de águas na história da empresa — talvez da computação pessoal como um todo. No mercado de computadores pessoais, há claramente um antes e um depois dos chips da série M em termos de performance e eficiência energética, e isso não se discute.

Mas um computador pessoal não é, ou ao menos não deveria ser, apenas performance e eficiência. O que faz um computador pessoal, pessoal?

MacBook Air de 15″ | Divulgação/Apple

Eu acredito que há vários fatores que ajudam a criar esse vínculo com um computador e dar esse caráter pessoal a uma fria máquina de metal. Também acho que alguns desses fatores podem estar se perdendo com as gerações mais novas. Tomara que não, mas talvez os computadores pessoais estejam lentamente deixando de ser pessoais.

A enorme variedade de dispositivos disponíveis e o acesso cada vez mais universal a eles, faz com que o computador pessoal tenha cada vez menos importância na vida das gerações mais novas. Posso assistir YouTube no celular enquanto estou no ônibus, ver um filme na smart TV da sala, enviar uma mensagem de áudio no celular em vez de escrever um email. É cada vez menor a necessidade de sentar em frente ao computador para realizar alguma tarefa.

É como se o computador estivesse voltando a ser apenas uma ferramenta de trabalho, como no início da informática.

Mas eu sou velho. Sou do tempo em que o computador era a única opção para assistir um filme “ comprado” na internet ou jogar algum jogo que não fosse o da cobrinha. Ao longo dos anos, eu criei um vínculo muito forte com o computador pessoal e não consigo me imaginar substituindo-o completamente por outros dispositivos.

Majoritariamente sempre tive portáteis, e desde meados de 2006 quase que exclusivamente Macs. Dado o vínculo com todos os computadores que tive, não é uma tarefa fácil escolher um preferido. Vou tentar, pelo menos, criar o meu Top 5.

#5 – Meu primeiro zero!

Eu, a patroa e nossos branquinhos lá por volta de 2011.

Sim, somos eu e a patroa na foto acima, no início de 2011, com nossos MacBooks “ white” (2007 e 2008).

O MacBook de policarbonato branco foi possivelmente o Mac que eu usei por mais tempo como meu daily driver. Foi meu primeiro Mac comprado novo, em uma Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi (em Florianópolis), em janeiro de 2009.

Sempre na minha mochila, ia comigo onde quer que eu fosse. Foi onde escrevi minha tese de doutorado no Pages ’ 09 (última versão decente do Pages). De 2008 a 2015, foi meu parceiro fiel no dia a dia, por dois países e quatro cidades diferentes — até mesmo no interior da Argentina, quando íamos ensinar nanotecnologia a estudantes de escolas públicas rurais.

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