📸 Créditos da imagem: Gemini é a inteligência artificial do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Plataforma verifica citações e conecta agentes de IA a bases jurídicas usadas por escritórios e departamentos legais. Resumo O Google lançou o Gemini Enterprise for Legal, uma plataforma de IA para auxiliar escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. A IA deve ajudar na análise e preparação de documentos, com o objetivo de reduzir respostas incorretas.
A plataforma utiliza agentes especializados para as tarefas e já tem parcerias com empresas como Deloitte, Accenture e KPMG. A IA tem sido bastante usada numa tentativa de acelerar a análise de processos judiciais. Atento a isso, o Google anunciou, nesta terça-feira (25/08), o Gemini Enterprise for Legal, uma plataforma voltada a escritórios de advocacia e departamentos jurídicos.
Segundo a empresa, o serviço reúne agentes especializados para tarefas como redação de documentos, revisão contratual e acompanhamento de mudanças na legislação. O foco é reduzir respostas incorretas, as famosas alucinações que fazem com que IAs mencionem leis e precedentes que não existem. O pacote faz parte de uma estratégia do Google em lançar adaptações do Gemini para setores específicos.
Na mesma apresentação, a empresa anunciou o Gemini Enterprise for Financial Services. Qual a diferença do Gemini dedicado? O Gemini Enterprise for Legal foi estruturado com agentes voltados a tarefas específicas da rotina jurídica.
Entre elas: Checagem de citações (referências em petições e outros documentos com bases jurídicas) Redação Acompanhamento de mudanças em leis, decisões e atos de órgãos reguladores Pedidos de acesso a dados Pedidos de sigilo A plataforma usa o Model Context Protocol (MCP) para se conectar a serviços como Thomson Reuters, DocuSign, iManage, NetDocuments, RelativityOne, Harvey, Everlaw, Legora, Solve Intelligence e Courtroom5, além do repositório público CourtListener. Proteção de dados está entre os focos Como a plataforma pode lidar com contratos, processos e outras informações protegidas por sigilo, o Google definiu que os dados não serão usados para treinar os modelos do Gemini. Sendo assim, arquivos, prompts e consultas feitas pelos usuários ficam fora do treinamento.
Além disso, o conteúdo permanecerá isolado no ambiente corporativo e permissões poderão ser limitadas aos indivíduos envolvidos em determinado processo. Para a implementação, o Google também conta com empresas como Deloitte — que passou vergonha anteriormente publicando documentos gerados por IA com alucinações —, Accenture, KPMG, Devoteam e Factor Law. O Gemini Enterprise for Legal ainda está em fase de testes, e o Google não informou no anúncio uma data para disponibilidade geral, nem se chegará a outros países com parcerias específicas.
Google também mira mercado financeiro Junto com a versão para o setor jurídico, o Google lançou o Gemini Enterprise for Financial Services, direcionado a bancos, fundos de investimento e empresas do mercado de capitais. A plataforma inclui um agente de pesquisa financeira gerenciado pelo Google para automatizar análises de mercado, capaz de produzir auditorias, calcular níveis de confiança e outras consultas. O sistema se conecta diretamente a bases usadas pelo setor, como S&P Global, Moody’s, FactSet, LSEG, PitchBook, MSCI e Edgar, da SEC.
A ferramenta ainda pode ser usada dentro de programas como Microsoft Excel, Microsoft Word e Google Planilhas.
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