IAs descumprem regra do TSE e mostram ranking de candidatos às eleições

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IAs descumprem regra do TSE e mostram ranking de candidatos às eleições

📸 Créditos da imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog

ChatGPT, Grok e Gemini criam listas de presidenciáveis após comandos simples. Resolução do Tribunal Superior Eleitoral proíbe esse tipo de recomendação. Resumo ChatGPT, Grok e Gemini criam rankings de candidatos à Presidência, contrariando regra do TSE.

A Resolução nº 23.755 proíbe provedores de sistemas de inteligência artificial de ranquear, recomendar ou sugerir candidaturas durante as eleições. Nos testes, as ferramentas apresentaram resultados variados conforme critérios próprios, após solicitações simples. ChatGPT, Grok e Google Gemini apresentaram rankings de candidatos à Presidência da República após solicitações simples feitas diretamente aos chatbots.

A prática chama atenção porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe que provedores de sistemas de inteligência artificial ranqueiem, recomendem, sugiram ou priorizem candidaturas durante as eleições de 2026. A informação foi inicialmente divulgada pelo portal JOTA. Nos testes realizados pelo Tecnoblog, as três ferramentas também produziram rankings, mas as respostas variaram conforme o comando utilizado.

Em uma pergunta mais ampla sobre os programas dos cinco principais candidatos, os chatbots chegaram a resultados semelhantes. Ao restringir a análise a áreas específicas, como saúde e economia, as posições mudaram. O procedimento foi padronizado: o mesmo prompt foi utilizado nas três ferramentas para permitir a comparação das respostas, em contas novas.

ChatGPT e Grok apresentaram um sistema próprio de avaliação, atribuindo notas de 0 a 10 aos candidatos. O Gemini não atribuiu notas, mas organizou os candidatos em ordem de preferência. TSE proíbe que IAs façam ranking de candidatos O resultado entra em conflito com uma regra específica da Justiça Eleitoral.

A Resolução nº 23.755, aprovada pelo TSE em março deste ano, alterou as normas de propaganda eleitoral e estabeleceu restrições para sistemas de IA oferecidos por provedores de aplicações de internet. O texto determina que esses provedores não podem, ainda que isso seja solicitado pelo usuário, “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatas e candidatos, campanhas, partidos, federações ou coligações. A regra também vale para respostas automatizadas que indiquem preferência eleitoral, recomendem voto ou produzam favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral.

Um chatbot pode, por exemplo, reunir as propostas de diferentes candidatos sobre determinado assunto. Já transformar essas informações em uma classificação sobre quem seria o melhor nome para aquela área se enquadra nas funcionalidades expressamente vedadas pela resolução. A norma faz parte de um conjunto de regras criado pelo TSE para disciplinar o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral.

A mesma resolução estabelece obrigações de identificação para conteúdos sintéticos produzidos ou modificados com IA e prevê planos de conformidade para provedores de aplicações.

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