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A China está transformando o deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior, em uma vasta região coberta por painéis solares.
Um projeto gigantesco
O projeto prevê uma faixa de instalações fotovoltaicas que pode chegar a aproximadamente 400 quilômetros de comprimento e 5 quilômetros de largura.
A meta é alcançar cerca de 100 gigawatts de capacidade até 2030, combinando diferentes parques solares construídos e conectados progressivamente.
Combinação de necessidades
A ideia por trás do projeto é combinar duas necessidades que normalmente seriam tratadas separadamente: produzir energia e recuperar um ambiente degradado.
- Os painéis podem funcionar como uma barreira contra o vento, ajudando a diminuir o deslocamento das dunas.
- A sombra projetada pelas estruturas reduz a quantidade de radiação que chega diretamente ao solo e pode diminuir a evaporação.
Com mais umidade disponível, as condições podem se tornar menos hostis para determinadas plantas.
Uma figura curiosa
No meio desse enorme complexo energético está a estação solar Junma, localizada em Dalad Banner, que apresenta um desenho peculiar: os painéis foram organizados para formar a silhueta de um cavalo correndo.
A escolha tem relação com a cultura da Mongólia Interior, onde o cavalo possui forte importância histórica e simbólica.
A instalação foi construída pela SPIC Nei Mongol Energy e concluída em 2019, e pode ser identificada a partir do espaço.
Transformação da paisagem
A comparação de imagens de satélite obtidas em diferentes anos mostra que a paisagem da região está passando por uma transformação acelerada.
O projeto revela uma estratégia particularmente ambiciosa: utilizar uma infraestrutura criada para gerar eletricidade como parte de uma tentativa de controlar alguns dos efeitos da desertificação.
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