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Mark Zuckerberg publicou um manifesto de 6.500 palavras para defender a ideia de “superinteligência pessoal” para todo mundo.
O texto tenta vender um futuro otimista, mas também escancara um incômodo: muita gente não confia em big tech para soltar uma tecnologia poderosa depois do histórico das redes sociais.
O que aconteceu
- Zuckerberg publicou o ensaio “O Futuro é Para Todos”, defendendo que a IA mais avançada não deve ficar concentrada em poucos laboratórios e empresas, mas distribuída amplamente.
- No mesmo dia, a Meta anunciou o Muse Glimmer, um modelo de IA de “pesos abertos”.
- A Meta também sinalizou que quer retomar o lançamento de alguns modelos mais abertos e usou o manifesto para bater, ainda que indiretamente, em rivais.
O manifesto parece menos um “plano filosófico para a humanidade” e mais uma estratégia de posicionamento num momento em que a Meta precisa de duas coisas ao mesmo tempo: ganhar tempo na corrida da IA e reduzir a resistência pública e política ao seu projeto.
O que o mundo está dizendo sobre isso
Quer seja justo ou não, o público não confia em executivos de tecnologia para garantir que novas tecnologias como essa tenham um impacto positivo na sociedade.
A visão expansiva de Zuckerberg sobre IA só compromete ainda mais a empresa com investimentos caros em data centers e outras infraestruturas.
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