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A ansiedade como sistema de alarme
A ansiedade funciona como um sistema de alarme criado para antecipar perigos e nos manter seguros. O problema começa quando esse mecanismo passa a controlar decisões, comportamentos e rotinas.
Uma nova pesquisa indica que a intensidade das sensações ansiosas pode ser apenas uma parte dessa história. Outro elemento, relacionado à maneira como respondemos ao desconforto, mostrou uma associação igualmente importante com o histórico de transtornos de ansiedade.
A origem da ansiedade
A ansiedade surgiu para nos proteger, não para nos atormentar. Do ponto de vista evolutivo, sentir ansiedade é uma vantagem. Enquanto o medo pode fazer alguém fugir de um predador, a ansiedade permite antecipar onde esse animal poderia estar escondido e evitar o perigo antes mesmo de encontrá-lo.
Nosso cérebro funciona, nesse sentido, como um detector de fumaça extremamente cauteloso. É biologicamente menos arriscado disparar alguns alarmes falsos do que ignorar uma ameaça verdadeira.
Inflexibilidade psicológica
A inflexibilidade psicológica aparece quando uma pessoa tem dificuldade para adaptar seu comportamento diante de pensamentos e emoções desagradáveis. Imagine alguém que começa a ficar nervoso em uma festa. Uma resposta rígida poderia ser abandonar imediatamente o lugar sempre que essa sensação surgisse.
Uma resposta psicologicamente flexível permitiria reconhecer o nervosismo e, ainda assim, permanecer no evento caso isso estivesse alinhado aos objetivos pessoais daquela pessoa.
Resultados da pesquisa
Os resultados da pesquisa mostraram que a inflexibilidade psicológica está fortemente associada ao histórico de transtornos de ansiedade. Isso sugere que a maneira como respondemos ao desconforto pode ser tão importante quanto a intensidade das sensações ansiosas.
Abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) já trabalham nessa direção, ajudando as pessoas a desenvolver maior flexibilidade comportamental diante de pensamentos e emoções desagradáveis.
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