O passado de Marte pode ser diferente do que imaginávamos, segundo pesquisa chinesa

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O passado de Marte pode ser diferente do que imaginávamos, segundo pesquisa chinesa

📸 Créditos da imagem: ESA/DLR/FU Berlin

O passado de Marte pode ser diferente do que imaginávamos

Por décadas, a visão dominante entre astrônomos era a de que a superfície de Marte congelou há cerca de três bilhões de anos e permaneceu assim desde então.

Uma nova análise de dados do rover Zhurong coloca essa premissa em xeque. Pesquisadores encontraram evidências que contradizem essa teoria.

A missão do Zhurong

O rover Zhurong pousou em Utopia Planitia, vasta planície no hemisfério norte de Marte, em maio de 2021.

Durante 93 dias, coletou dados sobre a superfície marciana antes de ter sua missão interrompida por uma tempestade de poeira em 2022.

Descobertas

As câmeras do rover fotografaram rochas planas e brilhantes emergindo da areia, e seus instrumentos registraram leituras que sugeriam que essas rochas eram ricas em minerais contendo água.

Com base nas imagens e medições, os pesquisadores concluíram que essas formas foram produzidas por selenita, forma de gipsita de cristais grandes que só se forma ao cristalizar diretamente a partir de água salgada concentrada.

Implicações para missões futuras

Se as medições da equipe forem precisas, elas indicariam que água líquida na superfície de Marte pode ter persistido centenas de milhões de anos mais tarde do que a maioria dos modelos científicos prevê.

Essa área de Utopia Planitia pode se tornar um candidato relevante para inspeção mais detalhada por rovers futuros, equipados para estudar os ambientes antigos preservados dentro das estruturas cristalinas.

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