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Canetas Emagrecedoras: Um Desafio para a Saúde Pública
As canetas emagrecedoras têm se tornado uma opção para o tratamento da obesidade, mas o preço alto desses medicamentos as torna inacessíveis para muitos brasileiros.
A barreira financeira afeta especialmente as populações de baixa renda, que também apresentam maior incidência da doença. Sem condições de manter o tratamento, pacientes podem desistir ou buscar produtos no mercado ilegal.
Medicamentos Eficazes, mas Caros
Dados recentes apontam que 25,7% dos adultos brasileiros enfrentam um quadro de obesidade. A doença pode causar outros problemas, como diabetes, câncer e dificuldades cardiovasculares.
Os medicamentos mais novos apresentam resultados superiores aos tratamentos antigos. Enquanto estes costumavam levar à perda de 5% a 10% do peso corporal, remédios que simulam a ação do GLP-1 podem chegar a 17%.
Acesso Limitado
Um levantamento mostrou que as canetas estão presentes em cerca de 5% dos lares brasileiros. Em 84% deles, os medicamentos provocam impacto alto ou moderado no orçamento mensal.
Para especialistas, a desigualdade no acesso é uma preocupação mundial. É preciso haver a inclusão dessas medicações dentro de um custo aceitável para o público que pode se beneficiar desses tratamentos.
Preços em Queda
A queda da patente da semaglutida abriu espaço para novos fabricantes e ajudou a reduzir os preços. Em junho, chegou às farmácias a primeira caneta brasileira com esse princípio ativo.
O Ministério da Saúde afirma que o aumento da concorrência deve provocar uma redução significativa dos preços. Especialistas citam quedas de até R$ 1 mil mensais em alguns tratamentos.
Riscos do Mercado Ilegal
O combate à obesidade não depende apenas dos medicamentos. Acompanhamento nutricional e atividade física também fazem parte do tratamento e podem elevar os custos.
Para especialistas, ampliar o acesso aos tratamentos é essencial para evitar que pacientes fiquem entre o alto custo dos medicamentos e o risco de produtos irregulares.
- Alimentação saudável pode custar mais;
- Atividade física depende do acesso a espaços adequados;
- O tratamento medicamentoso pode ser contínuo;
- O preço pode levar pacientes a abandonar a terapia;
- Produtos ilegais não oferecem garantia de qualidade e segurança.
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