📸 Créditos da imagem: © YouTube
Brasil prepara uma aposta bilionária em ciência
Inteligência artificial, semicondutores, saúde, energia e defesa estão deixando de ser apenas setores econômicos para se transformar em peças de soberania nacional.
Em um mundo marcado por disputas tecnológicas e cadeias produtivas vulneráveis, o Brasil decidiu elevar sua aposta.
Metas para a próxima década
Uma nova estratégia estabelece metas para a próxima década e prevê uma mudança significativa na quantidade de recursos destinados à ciência, tecnologia e inovação.
O governo federal aprovou uma nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, concebida como um roteiro para orientar as políticas brasileiras no setor até 2034.
Investimentos em pesquisa e desenvolvimento
Um dos objetivos mais ambiciosos está no financiamento. A meta estabelecida é fazer com que os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação avancem do equivalente a aproximadamente 1,2% do Produto Interno Bruto para 2% do PIB nos próximos oito anos.
A mudança representa mais do que simplesmente ampliar recursos destinados a universidades e centros de pesquisa.
Estratégia de longo prazo
O plano procura integrar ciência, indústria e desenvolvimento econômico em uma estratégia de longo prazo.
Durante um encontro com representantes da comunidade científica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o desenvolvimento brasileiro passa necessariamente pelo conhecimento e pela valorização dos pesquisadores.
Áreas prioritárias
A estratégia está organizada em quatro grandes eixos: expansão e integração do sistema nacional de ciência e tecnologia, reindustrialização, soberania e desenvolvimento social.
- Inteligência artificial
- Semicondutores
- Saúde
- Energia
- Defesa
Entre as áreas prioritárias aparecem inteligência artificial, computação avançada, tecnologias digitais e semicondutores.
Desafios e oportunidades
A pandemia de covid-19 foi um dos exemplos que mostrou como países dependentes de tecnologias estrangeiras podem ficar vulneráveis.
A disputa internacional por vacinas, equipamentos médicos, componentes eletrônicos e diferentes insumos expôs a dependência das cadeias globais de produção.
A nova estratégia pretende responder justamente a esse problema aumentando a capacidade nacional de desenvolver tecnologias consideradas críticas.
📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »