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Descobrindo o Problema da China
Meu Deus, quanto robô. A competição por aqui é realmente insana.
Passei horas andando pelos estandes da WAIC, maior conferência de IA do mundo, em Xangai, na China.
O que Encontrei
Visitei desde a famosíssima Unitree, que virou o símbolo dos robôs humanoides chineses, até uma centena de outras empresas de que eu nunca tinha ouvido falar.
Algumas apresentavam produtos específicos e bem avançados, como robôs para combate a incêndio e resgate, ou para instalação de fios de alta tensão.
Um Problema Maior
Mas o que me chamou atenção mesmo foi a quantidade de empresas mostrando robôs humanoides com propostas parecidas, mas com qualidade bem diferente.
Passei longos minutos de tensão e agonia olhando um robô tentando dobrar uma camiseta sem nenhum sucesso.
Involução Competitiva
Aquele robô travado na camiseta, cercado por dezenas de concorrentes fazendo a mesma coisa, não era apenas o sinal de uma tecnologia imatura, mas o sintoma de algo mais grave que os chineses chamam de involução competitiva.
A involução competitiva descreve uma cena contraintuitiva para nós.
- A visão que muita gente tem da China é que a competição interna leva a mais eficiência e ganho de escala.
- Só que nem sempre é assim.
- Quando a disputa fica intensa demais, o esforço não para de crescer, mas o ganho coletivo não acompanha.
Consequências
Todo mundo trabalha mais, investe mais e corta mais preço, mas o resultado coletivo não melhora na mesma medida.
Na verdade, pode piorar.
É um esforço em que uma empresa pode canibalizar os ganhos das outras, mesmo sem oferecer o melhor produto ou tecnologia.
Soluções
Pequim já percebeu o tamanho do problema.
No fim do ano passado, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma comunicou que já tinha mais de 150 empresas fabricando robô humanoide, boa parte com produtos quase idênticos.
Em março deste ano, o combate à competição involutiva entrou oficialmente na agenda econômica nacional.
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