📸 Créditos da imagem: © Salah Ait Mokhtar
Uma experiência iniciada na década de 1990 mostrou que resíduos orgânicos podem desempenhar um papel decisivo na recuperação ambiental.
Na Costa Rica, cerca de 12 mil toneladas de cascas e polpa de laranja foram despejadas sobre uma área degradada que, anos depois, se transformou em uma floresta tropical densa e rica em biodiversidade.
Como surgiu o projeto na Costa Rica
Em meados dos anos 1990, os ecólogos desenvolveram uma parceria com a empresa costa-riquenha de sucos.
O acordo previa uma troca simples: a empresa doaria parte de suas áreas florestais ao parque nacional e, em contrapartida, receberia autorização para depositar aproximadamente 12 mil toneladas de cascas e polpa de laranja sobre um pasto degradado.
Resultados
Dezesseis anos depois, pesquisadores retornaram ao local para avaliar os efeitos daquele experimento interrompido.
O cenário encontrado surpreendeu a equipe: onde antes existia um terreno árido e degradado, havia se formado uma floresta tropical exuberante, com árvores de grande porte e vegetação abundante.
- A biomassa florestal acima do solo era 176% maior.
- A diversidade de árvores nativas havia triplicado.
- O solo apresentava níveis muito mais elevados de nutrientes e maior capacidade de retenção de água.
Por que as cascas de laranja funcionaram?
Segundo os pesquisadores, o sucesso da recuperação ocorreu por uma combinação de fatores naturais.
A espessa camada de cascas de laranja cobriu completamente o solo, impedindo o crescimento de gramíneas invasoras que competiam com as espécies nativas.
Em vez de depender de intervenções intensivas ou do plantio de milhares de mudas, o ecossistema conseguiu se recuperar praticamente sozinho graças ao enriquecimento do solo proporcionado pelos resíduos agrícolas.
📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »