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Experimento confirma teoria de 20 anos sobre entrelaçamento quântico
O entrelaçamento quântico é um dos fenômenos mais intrigantes da física moderna. Ele permite que duas partículas compartilhem um mesmo estado quântico, permanecendo correlacionadas mesmo quando estão separadas por grandes distâncias.
Embora isso não permita transmitir informações mais rápido que a luz, torna possível conectar qubits para que funcionem como partes de um único sistema.
Aproximando computadores quânticos modulares
Cientistas conseguiram demonstrar experimentalmente uma teoria proposta há mais de 20 anos. O estudo mostra que é possível manter dois qubits entrelaçados de forma estável sem a necessidade de monitoramento constante.
Um avanço que pode facilitar o desenvolvimento de computadores quânticos modulares e mais escaláveis.
Um “banho quântico” mantém os qubits sincronizados
Nos computadores convencionais, a informação é armazenada em bits que assumem os valores 0 ou 1. Já os qubits podem existir em uma superposição desses estados enquanto não são medidos.
Característica que dá origem ao enorme potencial da computação quântica. O grande desafio é que os qubits são extremamente sensíveis.
Qualquer interferência do ambiente pode destruir seu estado quântico, comprometendo os cálculos.
Avanços e limitações
A nova abordagem elimina parte dessa complexidade ao utilizar o chamado “banho quântico”.
Apesar do nome, não se trata de um líquido, mas de um fluxo contínuo de fótons de micro-ondas que cria um ambiente compartilhado para os dois qubits.
Em vez de controlar cada etapa do processo com pulsos programados, esse ambiente faz com que os qubits evoluam naturalmente para um estado de entrelaçamento estável.
O experimento utilizou qubits separados por meio metro.
Conclusão
A estabilidade dos qubits continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pela indústria da computação quântica.
Empresas como a Microsoft já afirmaram que novas arquiteturas poderão acelerar a chegada de computadores quânticos comercialmente úteis.
O novo experimento reforça uma das estratégias mais promissoras para o futuro: conectar diversos processadores quânticos em uma arquitetura modular.
Permitindo que compartilhem recursos quânticos de forma estável.
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