📸 Créditos da imagem: © NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS
Descoberta na Lua de Io
A missão Juno acaba de revelar um dos retratos mais detalhados já obtidos do interior de Io, a lua mais vulcânica do Sistema Solar.
Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram medir diretamente o calor abaixo da superfície desse mundo extremo, encontrando evidências de temperaturas elevadas que sobem continuamente através da crosta.
O que é Io?
Io é uma das quatro grandes luas de Júpiter e abriga centenas de vulcões ativos. Esses vulcões lançam fontes gigantescas de lava que constantemente remodelam a superfície.
Toda essa atividade é causada por um intenso “cabo de guerra” gravitacional. A enorme gravidade de Júpiter deforma continuamente Io, enquanto as luas Europa e Ganimedes exercem forças gravitacionais adicionais que mantêm essa deformação constante.
Como a Juno conseguiu enxergar abaixo da superfície?
O instrumento Microwave Radiometer (MWR) da sonda Juno conseguiu atravessar parte da crosta de Io e detectar o calor vindo das camadas subterrâneas.
Durante dois sobrevoos realizados em 30 de dezembro de 2023 e 3 de fevereiro de 2024, a espaçonave passou a aproximadamente 1.500 quilômetros da superfície da lua, coletando medições inéditas.
O que está aquecendo o interior de Io?
Os pesquisadores trabalham atualmente com duas hipóteses principais: o calor sobe continuamente através de uma crosta sólida por condução térmica, ou enormes fluxos de lava subterrâneos.
Ambos os cenários reforçam que o interior da lua permanece extremamente ativo.
Consequências da descoberta
A descoberta pode ajudar a entender vulcões na Terra, pois instrumentos semelhantes ao MWR poderiam identificar assinaturas térmicas subterrâneas antes mesmo que o calor atingisse a superfície.
Além disso, Io também ajuda os pesquisadores a compreender um processo fundamental que ocorre em diversos sistemas planetários: o aquecimento por marés.
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