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O Avatar de Bolsonaro: Uma Brecha nas Regras Eleitorais das Redes?
Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu, é uma simulação da minha imagem e da minha voz, feita com inteligência artificial.
Foi assim que Jair Bolsonaro — ou melhor, uma versão sintética dele — abriu sua participação na convenção do PL no último sábado, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
O Vídeo do Bolsonaro Sintético
Na sequência, o avatar emendou: como todos aqui sabem, eu estou preso e calado. Preso, sim; calado, pelo visto não.
O vídeo do Bolsonaro sintético refletindo sobre a sua condição e pedindo apoio para a candidatura de seu filho foi divulgado diante de milhares de pessoas e retransmitida para milhões nas redes.
Regras Eleitorais e Inteligência Artificial
A resolução do TSE sobre propaganda eleitoral exige que conteúdo sintético gerado por IA seja identificado de modo explícito, destacado e acessível.
A norma não prescreve uma fórmula, uma frase específica que precise ser pronunciada, mas o aviso na abertura do vídeo parece cumprir o espírito da regra.
Consequências e Desafios
Se Bolsonaro não pode se manifestar politicamente nas redes, o seu avatar pode?
Desde julho de 2025, o ex-presidente está proibido de usar redes sociais direta ou indiretamente, e o STF esclareceu na ocasião que a vedação alcança a utilização de material pré-fabricado destinado à divulgação por terceiros.
Conclusão
A eleição de 2026 promete repetir o enredo de Star Wars, com um exército de clones falando por Bolsonaro em todas as telas do país.
Caberá ao TSE e às plataformas decidir o que fazer com um exército que aparenta não ter general: cada clone jura que não é Bolsonaro.
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