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A busca por sinais de civilizações extraterrestres inteligentes pode ter deixado escapar possíveis transmissões por concentrar esforços em apenas uma pequena região do espectro de rádio.
Um novo estudo propõe que frequências mais altas, pouco exploradas até agora, podem representar uma nova oportunidade para identificar possíveis sinais tecnológicos de origem alienígena.
Busca tradicional se concentra na chamada “buraco d’água”
Historicamente, a maior parte das pesquisas do SETI tem se concentrado em frequências entre 1,42 e 1,66 gigahertz (GHz). Essa região do espectro é conhecida como “buraco d’água”.
Os cientistas acreditam há décadas que essa faixa relativamente silenciosa do espectro seria um local lógico para comunicações interestelares.
Primeira busca do SETI com o ALMA
Em vez de realizar novas observações, a pesquisadora analisou dados já existentes do ALMA, originalmente coletados para outros estudos astronômicos.
O objetivo foi procurar sinais de rádio de banda estreita, considerados potenciais indicadores de tecnologia, em oposição aos fenômenos astrofísicos naturais.
Ausência de sinais não descarta vida inteligente
A pesquisadora ressalta que o fato de nenhum sinal ter sido detectado não significa que vida inteligente não exista em outros lugares do Universo.
A expectativa é que o trabalho incentive futuras pesquisas do SETI a explorar uma parcela maior do espectro de rádio e a aproveitar melhor os grandes volumes de observações astronômicas já disponíveis.
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