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Até pouco tempo, as fabricantes chinesas de chips de memória eram vistas como coadjuvantes diante das líderes globais. Esse cenário mudou.
Segundo relatos, CXMT e YMTC passaram a influenciar preços, fechar contratos bilionários e ganhar espaço em um dos segmentos mais disputados da indústria de semicondutores.
O avanço da China
O avanço também aumenta a pressão sobre concorrentes tradicionais e reforça a disputa tecnológica entre China e Estados Unidos.
Durante anos, produzir chips de memória significou operar com margens reduzidas. A ChangXin Memory Technologies (CXMT) e a Yangtze Memory Technologies Corp (YMTC) dependeram de recursos públicos e acumularam prejuízos enquanto buscavam competir com fabricantes estrangeiras.
Expansão dos data centers
A expansão dos data centers voltados à inteligência artificial mudou esse quadro. A procura por memórias usadas em servidores, smartphones e computadores disparou, transformando esses componentes em produtos estratégicos.
Foi nesse contexto que a CXMT demonstrou sua nova posição no mercado. De acordo com relatos, a empresa recusou pedidos da Huawei para reduzir os preços e impediu o retorno de engenheiros ligados à fornecedora SiCarrier à área de pesquisa e desenvolvimento da fábrica após um desentendimento.
Planos bilionários
Hoje, além de selecionar clientes, as fabricantes chinesas conseguem cobrar, em alguns casos, mais do que a Samsung e a SK Hynix.
- Contrato de cinco anos da CXMT com a ByteDance superior a US$ 7 bilhões;
- Acordo anterior com a Tencent acima de US$ 3 bilhões;
- Construção de novas fábricas na China;
- Expansão da capacidade para atender ao mercado interno e clientes internacionais a partir de 2027.
Os resultados financeiros mostram o tamanho dessa transformação. A empresa estreou na Bolsa de Xangai após um IPO de US$ 8,6 bilhões.
Pressão internacional
Nem tudo, porém, mudou. CXMT e YMTC ainda dependem das máquinas de litografia da ASML e seguem sem acesso aos equipamentos mais avançados da fabricante holandesa, bloqueados para a China desde 2019.
Ray Wang, analista da SemiAnalysis especializado em cadeias de suprimentos de memória e inteligência artificial, resume o principal desafio: “Se mais restrições forem impostas aos equipamentos de litografia, esse será o maior desafio para os fabricantes chineses de memória. ”
Em 2024, o presidente da YMTC, Chen Nanxiang, afirmou que “embora a indústria ainda não tivesse alcançado um crescimento explosivo, esse dia chegaria em três a cinco anos”.
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