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Uma juíza federal dos Estados Unidos aprovou o acordo histórico de US$ 1,5 bilhão firmado pela empresa de inteligência artificial Anthropic em uma ação coletiva movida por um grupo de autores que a acusava de usar indevidamente seus livros para treinar o chatbot de IA Claude.
Detalhes do Acordo
A juíza federal Araceli Martinez-Olguin concedeu a aprovação final do acordo, rejeitando os argumentos de que o valor seria insuficiente. O caso é um entre dezenas movidos por detentores de direitos autorais contra empresas de tecnologia em relação ao treinamento de seus modelos de linguagem.
Reações e Consequências
Porta-vozes da Anthropic não comentaram o assunto. O principal advogado dos autores, Justin Nelson, expressou satisfação com a decisão do tribunal, destacando que se trata da maior indenização por direitos autorais já registrada na história.
Os autores abriram o processo contra a Anthropic em 2024, alegando que a empresa utilizou versões piratas de seus livros sem permissão para ensinar o Claude a responder a solicitações humanas. O acordo envolve mais de 480 mil obras.
Desdobramentos
A juíza Martinez-Olguin rejeitou objeções de alguns autores, que argumentaram que os termos não eram suficientes ou que compensava excessivamente os advogados dos autores da ação. Alguns autores e editoras optaram por não participar do acordo e entraram com ações judiciais separadas contra a Anthropic, que ainda estão em andamento.
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