📸 Créditos da imagem: NASA
Uma análise inédita de amostras coletadas no lado oculto da Lua revelou que a magnetosfera da Terra influencia diretamente a forma como o vento solar atinge a superfície lunar.
O estudo, publicado na revista Nature Geoscience, mostra que os dois hemisférios da Lua são expostos a partículas solares com velocidades e energias diferentes, deixando marcas distintas preservadas no solo lunar.
Solo lunar registra bilhões de anos de bombardeio solar
O vento solar é um fluxo contínuo de partículas carregadas de alta velocidade emitidas pelo Sol que atinge diretamente a superfície da Lua há bilhões de anos.
O regolito — camada de solo e fragmentos rochosos que cobre a superfície lunar — funciona como um arquivo natural desse bombardeio, preservando elementos voláteis provenientes do vento solar, incluindo gases nobres, como:
- Hélio
- Neônio
- Argônio
- Criptônio
- Xenônio
Amostras inéditas do lado oculto permitiram comparação direta
Até agora, a ausência de amostras do lado oculto da Lua impedia comparações diretas entre os efeitos do vento solar nos dois hemisférios.
Esse cenário mudou com a missão chinesa Chang’e-6, que retornou à Terra com 1,935 grama de regolito coletado na bacia Polo Sul-Aitken, localizada no lado oculto do satélite natural.
Descoberta pode ajudar a reconstruir a história da magnetosfera terrestre
Segundo os autores, o estudo fornece a primeira evidência empírica direta, baseada em amostras do lado oculto da Lua, de que a magnetosfera da Terra controla a velocidade do vento solar que atinge a superfície lunar.
Esses gases nobres podem funcionar como “registros fósseis” das interações entre a magnetosfera terrestre e o vento solar ao longo da história.
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