Reino Unido vai regulamentar provedores de serviços em nuvem como Microsoft, Google e outros para proteger estabilidade financeira

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Reino Unido vai regulamentar provedores de serviços em nuvem como Microsoft, Google e outros para proteger estabilidade financeira

📸 Créditos da imagem: Unsplash

O Reino Unido deu um passo significativo para salvaguardar a estabilidade de seu sistema financeiro ao designar os principais provedores de serviços em nuvem como “terceiros críticos”. A medida, anunciada na sexta-feira, 10 de julho, coloca gigantes da tecnologia como Microsoft, Google, Amazon e Oracle sob supervisão regulatória direta.

A decisão reflete uma crescente preocupação das autoridades britânicas com a dependência cada vez maior do setor financeiro em relação à infraestrutura de nuvem. Bancos, seguradoras e outras infraestruturas do mercado financeiro têm migrado suas operações e dados para plataformas de nuvem, buscando eficiência e escalabilidade.

No entanto, essa dependência concentra riscos substanciais. Conforme destacado pelo governo em comunicado, uma interrupção nos serviços de um fornecedor de nuvem importante poderia ter um efeito cascata, afetando simultaneamente múltiplas empresas financeiras. Tal cenário poderia comprometer seriamente os serviços essenciais dos quais os clientes dependem diariamente, desde transações bancárias até operações de mercado.

Para mitigar esses riscos e fortalecer a resiliência do sistema, o Reino Unido estabeleceu um novo regime de supervisão. Esta designação de “terceiros críticos” visa garantir que esses provedores de nuvem mantenham padrões robustos de segurança, resiliência operacional e governança, essenciais para a continuidade e a integridade dos serviços financeiros.

Provedores de Nuvem Designados

  • Microsoft Ireland Operations Ltd
  • Google Cloud EMEA Ltd
  • Amazon Web Services EMEA SARL
  • Oracle Corporation UK Ltd

Essas entidades específicas foram formalmente designadas, e a nova regulamentação entrou em vigor a partir de 13 de julho. A supervisão direta permitirá que os reguladores britânicos monitorem de perto a resiliência operacional, a segurança cibernética e a governança desses provedores, garantindo que eles possam suportar falhas, ataques cibernéticos e outras interrupções sem comprometer a estabilidade do sistema financeiro.

A iniciativa do Reino Unido sublinha uma tendência global de governos e reguladores buscando maior controle sobre a infraestrutura digital que sustenta setores críticos da economia. Ao colocar os provedores de nuvem sob escrutínio direto, o país busca proativamente proteger sua economia de potenciais vulnerabilidades tecnológicas e garantir a confiança e a segurança em seu mercado financeiro.

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