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A expansão da inteligência artificial costuma ser associada a avanços tecnológicos, inovação e aumento de produtividade. Porém, por trás dos modelos mais sofisticados existe uma infraestrutura que consome enormes quantidades de energia.
Uma decisão emergencial mostrou até onde a demanda por energia pode chegar
As temperaturas extremas registradas no leste dos Estados Unidos colocaram a maior rede elétrica do país sob forte pressão. Com milhões de residências utilizando aparelhos de ar-condicionado ao mesmo tempo, o consumo de eletricidade se aproximou de níveis históricos.
- O Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizou uma medida excepcional para preservar a estabilidade do sistema.
- A autorização permitiu que a PJM Interconnection recorresse aos geradores de emergência pertencentes a grandes consumidores de energia, como centros de dados e instalações industriais.
Os centros de dados se tornaram parte essencial — e problemática — da infraestrutura elétrica
Os centros de dados deixaram de ser apenas instalações técnicas responsáveis por armazenar informações na internet. Hoje, eles representam a base física que sustenta serviços de computação em nuvem, plataformas digitais e, principalmente, os grandes modelos de inteligência artificial.
- A expansão da inteligência artificial exige enormes estruturas computacionais capazes de operar continuamente, tornando essas instalações alguns dos maiores consumidores de eletricidade do país.
- Grande parte desses sistemas de emergência funciona com motores movidos a diesel ou gás natural, aumentando significativamente a emissão de poluentes.
O crescimento da inteligência artificial também exige uma nova discussão sobre energia
A situação levanta uma questão importante para o futuro: se a expansão da inteligência artificial continuar acelerando o consumo energético, soluções emergenciais como o uso de geradores movidos a combustíveis fósseis poderão se tornar cada vez mais frequentes.
Garantir que a infraestrutura necessária para impulsionar a revolução da inteligência artificial também consiga crescer de forma sustentável é um dos grandes desafios da próxima década.
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