📸 Créditos da imagem: O CEO da UWORLD, Michael Tam (2º à esquerda), apresenta um robô humanoide a um visitante durante o lançamento do robô humanoide U1, produzido pela UWORLD, uma marca da UBTECH Robotics, em Shenzhen, província de Guangdong, China, em 30 de junho de 2026 - Adek Berry / AFP
A empresa chinesa UBTech apresentou novos androides de aparência hiper-realista, com pele macia e voz suave, projetados para proteger a solidão. A companhia oferece “companheiros emocionais” a partir de 119.800 yuans (R$ 91 mil), equipados com inteligência artificial e capazes de ficar na sala de casa ouvindo problemas 24 horas por dia. O U1 é, segundo a empresa, “o primeiro robô humanoide em tamanho real do mundo com aparência ultrarrealista”.
A apresentação, realizada em Shenzhen, no sul da China, teve clima de ficção científica e contorno com a participação do DJ norueguês Alan Walker. O humanoide promete “amor eterno”, explicou à AFP Michael Tam, diretor-geral da UWorld, marca da UBTech responsável pelo projeto. O robô é destinado principalmente a pessoas solteiras – cerca de 120 milhões na China – e os maiores de 60 anos, grupo que soma 320 milhões de pessoas, segundo Tam.
Com autonomia de até quatro horas, o U1 oferece palavras de conforto quando detecta sinais de fadiga ou estresse e, com o tempo, aprimorando seu conhecimento sobre o usuário. Você também pode identificar problemas de saúde, lembrar horários de medicamentos e dar conselhos sobre vestuário. ogia e autonomia Versões para todos os gostos O robô consegue mover a cabeça, os olhos e a boca, mas não limpa, cozinha nem passa roupa.
Suas capacidades tampouco se estendem ao quarto. Segundo a UBTech, ele não foi concebido, “por enquanto”, para oferecer relações íntimas. Há versões femininas (1,68 metro) e masculina (1,83 metro), com diferentes estilos visuais.
O humanoide pode ser personalizado para parecer com um ente querido, uma celebridade ou um personagem fictício. Os preços começam em 119.800 yuans (R$ 91 mil) e podem chegar a 990.000 yuans (R$ 753 mil) para a versão mais sofisticada. Esse tipo de produto é alvo de críticas para estimular a dependência emocional e levantar preocupações sobre privacidade.
A UBTech, porém, afirma que os dados são criptografados e não serão usados para treinar modelos de IA. Na China, os robôs estão presentes tanto nas fábricas quanto nos espaços públicos e com amplas possibilidades sociais, em contraste com o maior ceticismo observado no Ocidente. Segundo o banco Barclays, a China liderou o desenvolvimento de robôs humanoides e respondeu por 85% dos equipamentos instalados no mundo em 2025.
Somente no ano passado, mais de 140 empresas chinesas lançaram mais de 330 modelos de robôs humanoides, de acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A robótica é uma prioridade estratégica para Pequim em seu plano quinquenal 2026-2030. Segundo estudo do Morgan Stanley, o mercado chinês de robôs humanoides pode atingir 2 bilhões de dólares (R$ 10,4 bilhões) neste ano e 15 bilhões de dólares (R$ 77,6 bilhões) em 2030.
A UBTech, fundada em 2012, também desenvolve robôs industriais e, com o U1, buscando conquistar espaço no mercado de humanóides voltados para o grande público, um segmento que até agora se mostrou pouco rentável. de 119.800 yuans (R$ 91 mil), equipados com inteligência artificial e capazes de ficar na sala de casa ouvindo problemas 24 horas por dia. O U1 é, segundo a empresa, “o primeiro robô humanoide em tamanho real do mundo com aparência ultrarrealista”.
A apresentação, realizada em Shenzhen, no sul da China, teve clima de ficção científica e contorno com a participação do DJ norueguês Alan Walker. O humanoide promete “amor eterno”, explicou à AFP Michael Tam, diretor-geral da UWorld, marca da UBTech responsável pelo projeto. O robô é destinado principalmente a pessoas solteiras – cerca de 120 milhões na China – e os maiores de 60 anos, grupo que soma 320 milhões de pessoas, segundo Tam.
Com autonomia de até quatro horas, o U1 oferece palavras de conforto quando detecta sinais de fadiga ou estresse e, com o tempo, aprimorando seu conhecimento sobre o usuário. Você também pode identificar problemas de saúde, lembrar horários de medicamentos e dar conselhos sobre vestuário. ogia e autonomia Versões para todos os gostos O robô consegue mover a cabeça, os olhos e a boca, mas não limpa, cozinha nem passa roupa.
Suas capacidades tampouco se estendem ao quarto. Segundo a UBTech, ele não foi concebido, “por enquanto”, para oferecer relações íntimas. Há versões femininas (1,68 metro) e masculina (1,83 metro), com diferentes estilos visuais.
O humanoide pode ser personalizado para parecer com um ente querido, uma celebridade ou um personagem fictício. Os preços começam em 119.800 yuans (R$ 91 mil) e podem chegar a 990.000 yuans (R$ 753 mil) para a versão mais sofisticada. Esse tipo de produto é alvo de críticas para estimular a dependência emocional e levantar preocupações sobre privacidade.
A UBTech, porém, afirma que os dados são criptografados e não serão usados para treinar modelos de IA. Na China, os robôs estão presentes tanto nas fábricas quanto nos espaços públicos e com amplas possibilidades sociais, em contraste com o maior ceticismo observado no Ocidente. Segundo o banco Barclays, a China liderou o desenvolvimento de robôs humanoides e respondeu por 85% dos equipamentos instalados no mundo em 2025.
Somente no ano passado, mais de 140 empresas chinesas lançaram mais de 330 modelos de robôs humanoides, de acordo com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. A robótica é uma prioridade estratégica para Pequim em seu plano quinquenal 2026-2030. Segundo estudo do Morgan Stanley, o mercado chinês de robôs humanoides pode atingir 2 bilhões de dólares (R$ 10,4 bilhões) neste ano e 15 bilhões de dólares (R$ 77,6 bilhões) em 2030.
A UBTech, fundada em 2012, também desenvolve robôs industriais e, com o U1, buscando conquistar espaço no mercado de humanóides voltados para o grande público, um segmento que até agora se mostrou pouco rentável.
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