📸 Créditos da imagem: Meta estaria implementando rastreamento de consumo de tokens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Empresa prepara sistema para monitorar uso interno de IA em tempo real. Resumo Meta estaria desenvolvendo um sistema para monitorar e controlar o uso interno de inteligência artificial. O motivo seria o rápido crescimento do uso da tecnologia e os altos custos associados.
Segundo o The Information, o sistema deve mostrar dados de uso e custos de IA em tempo real, além de enviar alertas automáticos para equipes. A Meta pode ser mais uma grande empresa a pisar no freio com a inteligência artificial internamente, e estaria preparando um sistema para monitor gastos de funcionários no trabalho. A medida seria uma tentativa da dona do Instagram de controlar uma conta que pode chegar a bilhões de dólares neste ano.
Segundo um memorando obtido pelo site The Information, em resposta ao crescimento rápido do uso da tecnologia internamente — que estaria desbalanceado os custos por equipe —, a Meta pretende criar uma plataforma de rastreamento de consumo de tokens, chamada AI Gateway. O documento, que teria sido compartilhado com cerca de 6 mil funcionários no início da semana passada, indica que o AI Gateway mostra dados de uso e custos de IA em tempo real e enviará alertas automáticos quando uma equipe registrar um pico incomum de consumo. A Meta também planeja criar limites baseados no uso individual de cada funcionário, segundo o portal.
Até 2027, a distribuição de recursos de IA dentro da empresa deve passar a seguir um orçamento mais rígido, com regras prévias de alocação. Funcionários deverão usar ferramenta própria O controle também afetaria a rotina de desenvolvedores. De acordo com o The Information, o memorando desencoraja o uso de ferramentas de IA de terceiros para escrever código.
A recomendação seria priorizar o MetaCode, assistente interno de programação da Meta anteriormente conhecimento como Devmate. Sabe-se que a plataforma combinava modelos da própria empresa, como a família Llama, com modelos externos, incluindo os da Anthropic e OpenAI. A iniciativa não é nova entre as big techs.
Semanas atrás, a Microsoft também voltou atrás no uso do Claude Code, da Anthropic, e cancelou licenças da IA para funcionários. A plataforma havia sido integrada cerca de seis meses antes e teria sido bem recebida por desenvolvedores, que agora serão redirecionados ao GitHub Copilot CLI, da própria Microsoft. Descontrole vira preocupação nas big techs O movimento da Meta ocorre num momento em que várias outras empresas repensam os gastos com IA internamente.
Na Amazon, por exemplo, um painel interno que acompanhava o consumo de IA foi encerrado depois que funcionários passaram a executar tarefas apenas para subir em um ranking. Enquanto isso, a Uber teria consumido, em apenas quatro meses, todo o orçamento anual de IA previsto para 2026, impulsionada pelo uso intenso de tokens por engenheiros. Segundo o Business Insider, o diretor de operações Andrew Macdonald também afirmou que ainda não viu melhorias diretamente ligadas ao aumento dos gastos com IA.
Amazon, Meta e Microsoft estão entre as big techs que, juntas, devem emitir cerca de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em dívidas neste ano pelo investimento em data centers para IA. De acordo com o Financial Times, a cobrança pelo uso da tecnologia internamente seria uma forma da indústria justificar esses investimentos.
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