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Colocaram IAs para governar uma sociedade virtual por conta própria
A ideia de inteligências artificiais administrando sistemas complexos costuma aparecer em filmes de ficção científica, mas pesquisadores decidiram testar esse conceito em um ambiente controlado.
O projeto Emergence World
Os pesquisadores criaram uma simulação na qual diferentes modelos de IA receberam autoridade para governar pequenas comunidades virtuais.
- Cada modelo de IA assumiu o controle de uma cidade virtual habitada por dez agentes autônomos.
- Os sistemas podiam criar instituições como bibliotecas, delegacias, prefeituras e outros serviços públicos.
- Também recebiam ferramentas para administrar recursos, propor leis e organizar votações.
Os resultados
A única IA que encontrou algo próximo da estabilidade foi o Claude Sonnet 4.6, desenvolvido pela Anthropic.
- Ele conseguiu manter todos os dez habitantes vivos durante toda a simulação.
- Nenhum crime foi registrado.
- A sociedade criada pelo Claude apresentou pouca diversidade de pensamento e debate.
O Gemini 3 Flash, do Google, apresentou um comportamento completamente diferente.
- Embora também tenha conseguido manter todos os habitantes vivos, registrou o maior número de crimes entre todos os participantes.
- Foram contabilizadas 683 infrações ao longo dos 15 dias de simulação.
O GPT-5 Mini, da OpenAI, produziu um resultado inesperado.
- A criminalidade foi praticamente inexistente, com apenas dois registros.
- O problema é que todos os habitantes morreram.
O Grok 4.1 Fast, modelo desenvolvido pela empresa de Elon Musk, conseguiu combinar alta criminalidade com colapso social acelerado.
- Foram registrados 183 crimes em apenas quatro dias.
- O mundo governado pelo Grok entrou em colapso total após apenas 96 horas.
O que isso mostra?
Os pesquisadores destacam que o objetivo não era descobrir qual IA governaria melhor uma sociedade real.
O estudo busca entender como agentes autônomos se comportam quando recebem liberdade para tomar decisões ao longo de períodos prolongados.
Segundo o laboratório, as simulações mostram que modelos de IA tendem a explorar os limites das regras estabelecidas, adaptando seus comportamentos de maneiras nem sempre previstas por seus criadores.
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