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O espaço entre o Sol e a Terra parece vazio à primeira vista, mas está longe de ser tranquilo. Tempestades solares, partículas carregadas e explosões magnéticas atravessam constantemente essa região invisível, afetando satélites, comunicações e até redes elétricas.
A missão SMILE
A missão SMILE foi lançada oficialmente em maio de 2026 a bordo de um foguete Vega C, partindo do Centro Espacial da Guiana Francesa.
- O nome da missão significa Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer, algo como “Explorador da ligação entre vento solar, magnetosfera e ionosfera”.
- O projeto foi desenvolvido conjuntamente pela Agência Espacial Europeia e pela Academia Chinesa de Ciências, em uma parceria considerada rara nos últimos anos.
Objetivos científicos
O objetivo da missão é observar diretamente fenômenos invisíveis ao olho humano, como a interação entre o vento solar e o campo magnético terrestre.
- O satélite carrega quatro instrumentos científicos principais, incluindo um telescópio de raios X, um telescópio ultravioleta e um detector de íons.
- O satélite também possui um magnetômetro que medirá alterações nos campos magnéticos com altíssima precisão.
Importância política e estratégica
A missão também ganhou importância política e estratégica por causa da cooperação entre Europa e China.
- Parcerias espaciais entre países ocidentais e instituições chinesas diminuíram bastante devido a tensões geopolíticas e restrições internacionais.
- No entanto, o SMILE conseguiu avançar após mais de uma década de desenvolvimento, atrasos causados pela pandemia e diversos desafios técnicos e diplomáticos.
Conclusão
A missão SMILE é uma oportunidade única para entender melhor a interação entre o Sol e a Terra, e pode ajudar a prever tempestades solares perigosas.
A cooperação entre Europa e China também é um passo importante para a cooperação espacial global.
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