Influenciador é preso por vender selo de verificação de redes por R$ 50 mil

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Influenciador é preso por vender selo de verificação de redes por R$ 50 mil

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Redes sociaisInfluenciador é preso por vender selo de verificação de redes por R$ 50 milUm influenciador foi preso preventivamente no Paraná por vender selo de verificação em redes sociais. Segundo a polícia, ele não teria entregado os serviços e fez dezenas de vítimas em vários estados, causando prejuízo superior a R$ 200 mil. O que aconteceuPrisão preventiva ocorreu ontem na cidade de Pato Branco (a 429 km de Curitiba). O influenciador Felipe Evangelista, 25, foi detido em casa.

A operação envolveu mandados de busca e apreensão nas cidades de Dois Vizinhos (PR) e Chapecó (SC). Os envolvidos estariam emprestando contas bancárias para movimentação de valores. Eram vendidos selos para Instagram e TikTok, e valores variavam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. Segundo a PCPR (Polícia Civil do Paraná), o homem prometia os serviços e não os entregava.

Além da verificação, ele ainda prometia inserção da pessoa em pautas em veículos de comunicação. Vítimas do influenciador estavam em várias áreas do Brasil. Segundo a delegada Alini Simadon, da PCPR, foram registrados boletins de ocorrência contra o suspeito em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná. Dentre os contratantes, havia empresários, influenciadores digitais e líderes religiosos. Ele prometia selo de verificação das contas nas redes socias e matérias em alguns sites jornalísticos, mas nunca entregava.

Mesmo assim, fez dezenas de vítimas. Delegada Alini Simadon, da PCPR, em comunicadoHomem é ex-jogador de futebol e movimentou R$ 3,3 milhões, valor incompatível com a renda, segundo a investigação. Os valores foram movimentados entre 2022 e 2024. Ele se aproveitava da popularidade nas redes, onde tinha cerca de 30 mil seguidores, e chegava a ter publicações com mais de 1 milhão de visualizações. Contas do influenciador continuam ativas.

Tanto no TikTok como no Instagram, as contas de Felipe continuam ativas. A exceção é uma conta no Instagram, que está inacessível. Processo está em sigilo e defesa do investigado não foi localizada.

De acordo com o TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná), ainda não ocorreu audiência de custódia. O espaço segue aberto para a defesa do influenciador. Procurada, a Meta disse que não se pronunciaria. O TikTok foi contatado, mas ainda não respondeu a um pedido de comentário da reportagem (o espaço segue aberto). Plataformas têm diferentes estratégias para verificar perfisMeta conta com um programa pago para verificação de perfis.

No plano mais simples, é possível verificar uma conta no Instagram e no Facebook pagando R$ 53,90 por mês. A empresa oferece suporte humano, proteção contra falsificação e o selo verificado. Em casos de figuras públicas e celebridades, a Meta pode verificar gratuitamente (a solicitação é feita indo em Configurações > Conta > Solicitar Verificação). Já o TikTok não tem um sistema de pagamento para verificação.

De acordo com a página de ajuda da plataforma, é necessário ir em Perfil, tocar no menu de três listas, selecionar Configurações e privacidade > Conta > Verificação e Começar. No processo, você precisa “fornecer cobertura de mídia escrita confiável, como artigos de notícias”, para embasar a decisão. O autor da mensagem, e não o, é o responsável pelo comentário.

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