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Taiwan deve ser um dos temas centrais no encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, marcado para acontecer em Pequim entre esta quarta (13) e sexta-feira (15).
Concentração de interesses
A ilha fica na costa chinesa e concentra interesses militares, econômicos e tecnológicos que a transformaram em um dos principais focos de tensão geopolítica do mundo.
Importância tecnológica
Segundo o The New York Times, 90% dos semicondutores mais sofisticados do mundo são produzidos lá.
Por exemplo, Taiwan é lar da TSMC, maior fabricante de chips, que abastecem clientes americanos como Apple e Nvidia.
Relação com a China
Taiwan funciona como um país independente, com Constituição própria, governo eleito, Forças Armadas e passaporte.
No entanto, apenas 12 países o reconhecem assim.
A China considera a ilha como uma província “rebelde” e defende que a reunificação é inevitável.
Relação com os EUA
Os Estados Unidos têm uma posição ambígua.
Oficialmente, o país reconhece a política de “Uma Só China”, na qual Pequim é o único governo legítimo chinês.
Ao mesmo tempo, mantém apoio militar e político aos taiwaneses.
Disputa militar
Além da disputa diplomática, Taiwan ocupa uma posição considerada estratégica no centro das rotas marítimas e militares da Ásia.
Segundo Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard, Taiwan integra a chamada “primeira cadeia de ilhas”, um corredor geopolítico que vai do Japão até as Filipinas e limita a expansão naval chinesa no Oceano Pacífico.
Importância econômica
A indústria de semicondutores é um dos principais setores da economia taiwanesa.
Os chips produzidos na ilha abastecem setores estratégicos como celulares, computadores, automóveis, inteligência artificial, sistemas militares e infraestrutura financeira.
Uma eventual interrupção dessa produção teria impacto direto na economia mundial.
Consequências de uma guerra
Se aquela ilha for bloqueada e essa capacidade for destruída, será um apocalipse econômico.
A relação relativamente pacífica começou a mudar nos últimos anos.
Sob o governo de Xi Jinping, a China ampliou exercícios militares ao redor da ilha e intensificou a pressão diplomática para isolar Taiwan internacionalmente.
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