Atores denunciam deepfakes sexuais com IA para divulgar novelas verticais

📡 Fonte: Tecmundo 🏷️ Direito 🤖 Auto
Atores denunciam deepfakes sexuais com IA para divulgar novelas verticais

📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo

Uma série de atores e atrizes envolvidos em produções de novelas verticais, também conhecidas como microdramas, vieram a público denunciar terem sido vítimas de manipulações digitais severas. Utilizando inteligência artificial (IA), plataformas de divulgação estariam criando deepfakes sexuais para promover esses conteúdos, sem o consentimento dos artistas.

Os relatos, que surgiram em uma reportagem investigativa, são notavelmente semelhantes e apontam para aplicativos que agregam, distribuem e promovem esses microdramas. A denúncia sugere que essas plataformas estariam gerando vídeos falsos, com cenas picantes e explícitas, que não correspondem ao conteúdo original dos capítulos, com o objetivo de atrair mais público.

Entre os afetados estão atrizes como Tess Dinerstein e Faith Orta, e o ator David Eves. Todos eles afirmam não ter consentido com tais ações e, inclusive, não gravam cenas com nudez. No entanto, encontraram clipes promocionais de novelas verticais onde aparecem em roupas íntimas, discutindo temas eróticos ou até mesmo em cenas de sexo com outros personagens, trechos que são completamente inexistentes nas produções verdadeiras.

Esses materiais falsificados são amplamente utilizados como clipes promocionais ou trailers de anúncio para os microdramas, um formato de produção que tem experimentado um crescimento significativo em mercados como os Estados Unidos e o Brasil. Os aplicativos mais citados nas denúncias são majoritariamente de origem asiática, incluindo nomes como Anyreel e ReelShort.

Situação Afeta Intérpretes em Início de Carreira

De acordo com as informações apuradas, os intérpretes que reclamaram dos anúncios receberam como resposta que os vídeos foram produzidos por empresas terceirizadas e que centenas de variações desses conteúdos falsos estariam em circulação. Os atores criticam veementemente essa prática, não apenas pela ausência de aviso prévio, mas também pelos potenciais prejuízos à carreira desses profissionais.

A dificuldade em contatar as empresas responsáveis é agravada pelo fato de que os contratos atuais desses profissionais frequentemente não incluem cláusulas claras sobre a exigência de consentimento para a manipulação de imagens, vídeos e áudios por meio de inteligência artificial. Essa lacuna legal deixa os artistas vulneráveis a esse tipo de exploração.

Diante da situação, os atores já afetados estão utilizando suas redes sociais para alertar colegas de profissão sobre os riscos envolvidos ao fechar acordos com produtoras do setor de microdramas. A conscientização é vista como uma ferramenta crucial para proteger outros artistas.

Embora a manipulação de imagens por IA seja proibida pelos acordos mais recentes firmados com o sindicato SAG-AFTRA, essa proteção se aplica apenas a grandes estúdios de Hollywood. Para os intérpretes de microdramas, que tendem a ser profissionais menos conhecidos ou em início de carreira, a margem de negociação com estúdios e produtoras é significativamente menor, dificultando a busca por reparação e proteção.

O Que Dizem as Empresas

As desenvolvedoras dos aplicativos Anyreel e ReelShort não responderam aos contatos da reportagem. Contudo, removeram os vídeos específicos que foram formalmente denunciados pelos atores e atrizes.

A Meta, que atua como um dos principais canais de divulgação desses vídeos por meio de suas plataformas como Facebook e Instagram, possui políticas que proíbem conteúdos sexuais em anúncios e exige a rotulagem de materiais editados por IA. No entanto, essas práticas não foram respeitadas pelos aplicativos de microdramas nos casos denunciados, levantando questões sobre a fiscalização e aplicação dessas diretrizes.

📰 Leia a notícia completa em: Tecmundo »

⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado automaticamente de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).