📸 Créditos da imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog
As regras para o transporte e uso de power banks em voos no Brasil foram significativamente atualizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A partir de agora, passageiros podem levar seus carregadores portáteis a bordo, mas com restrições claras que visam a segurança de todos os ocupantes da aeronave.
A nova regulamentação, que revisa a Instrução Suplementar 175-001 (agora na versão M), estabelece limites específicos para a quantidade e capacidade dos dispositivos. Essas mudanças alinham o Brasil a uma tendência internacional de segurança aérea.
As Novas Regras em Detalhe
De acordo com as diretrizes da Anac, os passageiros estão autorizados a transportar:
- Até dois power banks por pessoa.
- Cada power bank deve ter capacidade máxima de 100 Wh (Watt-hora).
- Os dispositivos devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão.
- É terminantemente proibido o uso dos power banks durante o voo.
- A recarga dos power banks a bordo da aeronave também é proibida.
A proibição de uso e recarga a bordo significa que a prática comum de plugar o smartphone para dar uma carga extra durante o trajeto não é mais permitida. Da mesma forma, conectar o próprio carregador portátil às tomadas da aeronave para recarregá-lo também está vetado.
O Contexto Internacional e a Segurança
A adoção dessas restrições no Brasil segue uma movimentada tendência global. Companhias aéreas estrangeiras de grande porte, como Emirates e Lufthansa, já haviam implementado orientações semelhantes. Posteriormente, a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) publicou uma nova diretriz, que serviu de base para a revisão das normas brasileiras pela Anac.
A principal motivação por trás dessas mudanças é a segurança. Incidentes envolvendo baterias de íon-lítio, presentes nos power banks, podem representar riscos de incêndio ou superaquecimento em ambientes confinados como o de uma aeronave. A proibição visa mitigar esses potenciais perigos, garantindo a tranquilidade e a segurança de todos a bordo.
O Posicionamento das Companhias Aéreas
As três maiores companhias aéreas nacionais — Latam, Gol e Azul — já estão em conformidade com as novas regras. A Gol foi a última a adotar a restrição, implementando-a a partir de 4 de maio, enquanto Latam e Azul já haviam alertado seus clientes sobre as mudanças.
A Latam, por exemplo, enfatizou que os power banks devem ser levados exclusivamente na bagagem de mão, não podendo ser despachados. Além disso, a empresa orienta que os dispositivos não devem ser guardados no compartimento superior, mas sim no bolsão à frente da poltrona ou em uma bolsa/mochila que esteja à vista do passageiro. A restrição foi adotada pela Latam em 15 de abril.
A Gol, por sua vez, declarou que a segurança é seu “valor número um” e que segue rigorosamente todas as normas estabelecidas pelas autoridades competentes. Já a Azul acrescentou que, para a comodidade dos clientes, oferece tomadas nos voos operados por aeronaves Embraer 195-E2 ou modelos fabricados pela Airbus, sugerindo uma alternativa para o carregamento de dispositivos.
Alternativas para Manter o Celular Carregado
Com a impossibilidade de usar power banks, surge a questão de como manter os smartphones carregados durante voos mais longos. Embora a maioria dos smartphones recentes utilize portas USB-C, muitas aeronaves, especialmente as mais antigas, ainda possuem entradas USB-A nas poltronas.
Considerando que a atualização da frota de aviões não ocorre da noite para o dia, uma boa prática é levar consigo um cabo USB-A para USB-C. Dessa forma, os passageiros podem aproveitar as tomadas disponíveis nas poltronas, quando houver, para carregar seus dispositivos sem infringir as novas normas. O importante é lembrar que o power bank deve permanecer inativo e guardado durante todo o trajeto.
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